03/09/2015
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Não vamos desistir do Brasil
Por Fabio Garcia

Chico Ferreira   
 

Nosso país está imerso em um conjunto de crises de ordem econômica, política, fiscal, moral e de credibilidade sem precedentes. Estas crises se entrelaçam e se retroalimentam fazendo com que a situação do Brasil se agrave a cada dia. Os números atuais comprovam a gravidade do momento e nos levam à preocupação quanto ao futuro deste país.

No segundo trimestre deste ano, o PIB recuou 1,9% -- colocando o país em recessão técnica. Os investimentos caíram 8,1%. O desemprego superou 8,3%, maior taxa desde 2012. São mais de 8 milhões de pessoas desempregadas no Brasil.

Não bastasse, o brasileiro perde a cada dia o poder de compra com a volta da inflação e a escalada inaceitável no preço de bens essências como é o caso da energia elétrica e do combustível. O setor produtivo padece para sobreviver em um ambiente hostil de restrição de crédito, aumento das taxas de juros, elevada carga tributária, burocracia excessiva e redução do mercado consumidor.

A superação desta crise requer um esforço conjunto das instituições, dos líderes e dos representantes da sociedade brasileira. Não se pode admitir neste momento que projetos individuais ou coletivos de poder estejam acima dos interesses do Brasil e dos brasileiros.

Estamos arriscados a perder o título de país seguro para se investir, uma conquista histórica, construída ao longo de anos com muito esforço de toda a sociedade, e isso representaria um duríssimo golpe à economia brasileira. Precisamos buscar os caminhos para tirar o Brasil desta agonia. Chegou a hora dos líderes deste país mostrarem grandeza, responsabilidade e acima de tudo espírito público.

As instituições têm que funcionar com imparcialidade e independência. E com a rapidez que a situação requer, apurar os fatos e as graves denúncias de desmandos do país, punir os culpados e restabelecer assim a necessária estabilidade política e institucional do Brasil.

O Governo precisa resolver o problema fiscal com coragem, diminuindo despesas, cortando gastos, tornando a máquina pública menos burocrática, mais leve e eficiente, sem onerar e tributar ainda mais o cidadão brasileiro que já não aguenta pagar tanto imposto.

A crise econômica, a principal dentre todas as nossas crises, precisa ser enfrentada junto com o setor produtivo deste país, permitindo que ele trabalhe com uma menor intervenção do estado. Com políticas públicas que fomentem de fato a atividade econômica através de linhas de crédito e medidas de incentivo à produção como a redução da burocracia, dos entraves regulatórios, ambientais e trabalhistas do país. Um novo pacto pela manutenção do emprego, por um estado mínimo e por uma maior participação do setor privado na nossa economia.

Como muitos brasileiros, nutro a esperança e a certeza de que este país superará este difícil momento e sairá desta crise com instituições e bases mais sólidas capazes de sustentar um novo momento de desenvolvimento para o Brasil. Neste momento, vale lembrar da mensagem deixada pelo grande líder, Eduardo Campos, que muita falta faz ao país: “Não vamos desistir do Brasil”.

 
 
 
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