07/06/2017
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Partidos lançam no Congresso a Frente Suprapartidária em favor das Diretas Já

Sérgio Francês/Lid. PSB   
Senador Capiberibe quer mobilizar o povo brasileiro com a Frente
 

Idealizada por cinco partidos, PSB, PSOL, PT, PDT e PCdoB, a Frente Parlamentar Suprapartidária por eleições Diretas foi lançada, nesta quarta-feira (7), no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. Com a Frente, os parlamentares querem fortalecer o movimento das Diretas Já que vem promovendo manifestações em todo País após iniciativas de artistas, intelectuais e membros da sociedade civil que pedem que o Brasil tenha eleições diretas para presidente da República.  O objetivo do colegiado é somar-se ao protagonismo desses movimentos.

O Coordenador da Frente, senador João Capiberibe (PSB-AP), membro da direção nacional do PSB, pediu apoio aos parlamentares estaduais, governadores e vereadores para que trabalhem com o objetivo de formar nos locais de trabalho e nas escolas um comitê Diretas Já. “Com esses comitês conseguiremos mobilizar o povo brasileiro a bater na porta dessa Casa e exigir que esse Congresso tome rumo e aprove a PEC das Diretas. Queremos integrar e apoiar os movimentos sociais que já estão na rua lutando por eleições diretas, queremos atos políticos amplos com o melhor para todos”, disse. 

Segundo pesquisa do Instituto Paraná,  90,6% dos brasileiros querem uma nova eleição para presidente do Brasil. A Frente busca fortalecer no Congresso a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 227/16, que visa alterar a Constituição para garantir que eleições diretas sejam convocadas em caso de vacância do cargo de presidente da República até seis meses antes do fim do mandato.

"Como representante do Partido Socialista Brasileiro, nossos parlamentares estão aqui presentes e a nossa palavra é a de apoio", disse o presidente da Fundação João Mangabeira, Renato Casagrande. Segundo ele, só a mobilização da sociedade fará com que o Congresso Nacional se posicione com relação as Diretas Já. "Já está mais que comprovado que além da legitimidade é preciso que um líder tenha a legitimidade popular, não basta a legitimidade constitucional, estamos comprovando na prática essa necessidade".

Casagrande ressaltou que algumas lideranças se preocupam com a decisão da população, mas que é preciso entender que esse é o caminho da legitimidade. "Juntos a população é muito mais sábia do que qualquer colegiado. Temos que dar responsabilidade ao povo brasileiro porque eles saberão construir um presente e um futuro para o nosso País. " 

No dia 31 de maio, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), no Senado, aprovou, por unanimidade, uma proposta semelhante que também garante a convocação de eleições diretas em caso de vacância.

Opiniões Socialistas – As bancadas socialistas da Câmara e Senado estiveram presentes no lançamento da Frente pelas Diretas Já. O deputado Heitor Schuch (PSB-RS) afirmou que tem 30 anos de militância sindical e sempre esteve no mundo do trabalho e ao lado dos trabalhadores. “O Brasil inteiro vai responder a esse chamamento de que é preciso fazer uma grande reflexão nacional e dar oportunidade àqueles que geram riqueza neste País de escolher o governo que quiser e fazer da política uma verdadeira ferramenta."

Para Danilo Cabral (PSB-PE), é muito importante o PSB estar participando dessa Frente, pois ela reflete o sentimento da sociedade, que deseja ter a oportunidade de escolher o próprio futuro. "Mais de 14 milhões de brasileiros estão desempregados por conta dessa crise econômica e política. Um novo governo se faz necessário para um novo ciclo de crescimento no Brasil."

Na opinião de Júlio Delgado (PSB-MG), o sentimento na Câmara e no Senado é de que este é o momento para devolver à população o direito que lhes é permitido. "Hoje temos mais de 100 parlamentares investigados por corrupção e temos que proteger o que há de mais valioso na democracia, que é o voto. Demonstramos claramente com essa frente suprapartidária que o Congresso está do lado do cidadão brasileiro. "

O deputado Bebeto Galvão (PSB-BA) entende que o cidadão vive a interrupção da democracia por um governo perpetrado pela elite econômica e a elite política conservadora. "Eles implementaram uma agenda com profundas modificações no mundo do trabalho. Agora é hora de dialogar com o povo brasileiro e lhes devolver a autonomia da decisão de quem governará nos próximos 18 meses."

O pernambucano Tadeu Alencar também afirmou que esse movimento tem um lado político cujo conteúdo tem importância muito grande para o futuro do Brasil. “O presidente da República perdeu inteiramente as condições de governança do país e só há duas soluções para crise se agrava; devolver o povo o direito de escolher diretamente seus governantes e dialogar com a sociedade civil organizada para impor nova agenda de reformas."

Mariana Fernandes e Rhafael Padilha
 
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