13/07/2017
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Parlamentares socialistas debatem sobre integração de hidrovias do Mercosul

Guilherme Martimon   
Deputados compõem mesa durante seminário internacional
 

Os deputados socialistas José Stédile (RS) e Hugo Leal (RJ) participaram, nesta quinta-feira (13), de seminário internacional sobre as hidrovias no Mercosul. O evento foi realizado pela Comissão Viação e Transportes, com participação da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul). Além de especialistas do setor, participaram do debate parlamentares de países como o Paraguai, Bolívia e Uruguai. 
 
Um dos autores do requerimento para realização do seminário, Hugo Leal destacou a importância da discussão sobre a bacias hidrográficas navegaveis da Região Sul, mas especialmente da Região Amazônica. Ele ressaltou que, independente da situação política pela qual passam os países do Mercosul, é importante discutir o tema para que se possa aprimorar a questão da integração das hidrovias e continuar o estabelecimento de políticas públicas. 
 
Vice-presidente do Parlasul, Stédile reforçou que a instabilidade política na América Latina não pode afetar a unificação do Mercosul. De acordo com o parlamentar, alguns países deixam de participar do grupo por falta de interesse dos governos locais. No entanto, ele considera que essa participação deve ser de interesse de todos. “É bom para o Brasil, para o Uruguai, para a Argentina. Nós podemos fechar um comércio como é feito no mercado comum europeu. Devemos nos proteger, e a hidrovia é um exemplo disso.”   
 
Na ocasião, Leal destacou a oportunidade, junto com colegas de outros países, de traçar algumas “linhas” de integração e até definir recursos que possam ser investidos ou mecanismos que possam ser criados. “Temos que entender quais são os mecanismos de aprofundamento, de atuação, fiscalização, investimentos que merecem essas hidrovias para que possamos transformá-las efetivamente numa ação de integração.”
 
Para Stédile, o Seminário serve para mostrar o quanto o Brasil não sabe aproveitar as hidrovias. Ele deu o exemplo do Paraguai, país com território menor e que tem aproveitamento maior no setor: são 46 embarcações oficiais brasileiras, enquanto o país vizinho tem 700. “O Brasil é quase o último dos colocados na América Latina na utilização de hidrovias. É o transporte mais barato, que menos polui, que mais pode transportar, e é um país com milhares de quilômetros de hidrovias possíveis”, lembrou. 
 
Ele disse que é importante unificar as nações porque boa parte da navegação tem que ser interligada pelos países. “Cada país está construindo uma legislação específica e estamos tentando, através do Mercosul, criar uma legislação única de toda América para que tenhamos os mesmos critérios”, contou.    
          
Com investimento maior no setor, Stédile acredita que o Brasil ganharia em competividade de preços e infraestrutura. Apesar de grande parte da produção brasileira ser transportada por caminhões, ele também não considera que essa área seria prejudicada com o desenvolvimento nas hidrovias. “Não vai desestimular o transporte rodoviário, que sempre vai ser necessário transportar do local da produção até a hidrovia ou ferrovia”, explicou.
 

Moreno Nobre
 
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