09/08/2017
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Oferta de ensino à distância na área da saúde é debate na Comissão de Educação

Chico Ferreira   
Átila Lira foi autor do requerimento para o debate no colegiado
 

A Comissão de Educação tratou, nesta terça-feira (8), da expansão do ensino à distância na área da saúde. O deputado federal Átila Lira (PSB-PI) foi um dos autores do requerimento que solicitou o debate. O socialista é relator, no colegiado, do Projeto de Lei nº 2.891/15 que obriga a formação da carreira de enfermagem em cursos exclusivamente presenciais.

Atualmente existem 72 mil vagas ofertadas para enfermagem nos cursos de educação à distância (EaD). A informação foi dada pela conselheira do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Dorisdaia Humerez, que defende o fim dos cursos à distância para área da saúde. “Lutamos para garantir o fim das negligências, imperícias e pela qualidade do atendimento à população. E essas ações passam diretamente pela qualidade dos cursos ofertados.” A conselheira afirmou que os polos de apoio presencial presente em cursos à distância não oferecem a mínima qualidade para ensinar a exercer a profissão.

Dorisdaia acrescentou que enfermeiros representam 65% da força de trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS), lidando inclusive com pacientes de alto risco. “O Ministério da Saúde deveria rever a regulamentação de cursos à distância nessa área de extrema relevância para à população” disse.

O secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Henrique Sartori, garantiu que o órgão acompanha, monitora e fiscaliza todos os cursos de educação à distância. Sartori diz ainda que o número de instituições aptas ao EaD ainda é muito inferior as de cursos presenciais. “Nosso objetivo é se debruçar na melhora da regulamentação, além de atender os preceitos legais, acadêmicos e ao mesmo tempo o que é importante para formação dos estudantes. Sempre em busca da excelência na oferta de cursos de ensino superior”, explicou.

Os cursos de ensino à distância na área da saúde são obrigatoriamente semipresenciais, no caso da parte prática. De acordo com o assessor jurídico da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior, Bruno Coimbra, a oferta desta modalidade deveria ter o objetivo de convergir, para melhor qualidade dos cursos, e não criar uma competição entre formandos presenciais e à distância. “Todas as exigências feitas no EaD devem ser cumpridas, como a utilização de laboratórios e tecnologia. E sem dúvida o órgão tem que fiscalizar para que tenhamos cada vez mais bons profissionais em ação”, complementou.

O debate realizado pela Comissão de Educação contou com a participação ainda de diversos profissionais do setor, além de parlamentares. O socialista Átila Lira espera que o debate contribua para futuras ações e modificações em leis direcionadas a educação à distância nos cursos da saúde. “A oferta do EaD é essencial para o desenvolvimento da educação, mas na área da saúde devemos ter uma atenção maior justamente por se tratar do cuidado com as pessoas.”

 

Andrea Leal
 
     
 
     
 
       
 
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