26/09/2017
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Ministro Fernando Coelho fala sobre a privatização da Eletrobas durante audiência

Chico Ferreira   
Ministro fala da ampliação da competitividade da Eletrobras
 

Nesta terça-feira (26), durante reunião solicitada por diversas comissões temáticas da Câmara, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB), defendeu a privatização da Eletrobras, anunciada pelo Governo Federal em meados de agosto, com a redução da participação da União no capital da estatal. Ele também criticou medidas adotadas pelo governo anterior que, segundo ele, contribuíram para o desequilíbrio no setor elétrico.

Polêmica, a proposta é tema de diversos questionamentos, e deputados cobram a ampliação do debate sobre o assunto. A Eletrobras coordena empresas do setor elétrico brasileiro, mas enfrenta graves problemas financeiros, com a acumulação de dívidas.

Fernando afirmou que a gestão mais eficiente do sistema, a partir da privatização, levará ao retorno da competitividade da empresa, beneficiando também o consumidor, com a tendência à redução da tarifa. Destacou ainda o elevado endividamento e a fragilidade de governança da estatal. Estudos apontam ser preciso ampliar o parque gerador de energia no País em aproximadamente 40%, até 2026.

O ministro elencou pontos positivos da iniciativa ao afirmar que a segurança energética não está comprometida com a proposta. “Pelo contrário, ela será fortalecida. O patrimônio público será valorizado e o Rio São Francisco revitalizado. Também veremos novas oportunidades de emprego que serão criadas com o crescimento da empresa”, defendeu.

Grande empregador do setor elétrico brasileiro, a Eletrobras é o maior holding do segmento na América Latina, sendo a 16º empresa de energia do mundo. É uma das cinco maiores geradoras hídricas com capacidade instalada, além de deter 31% da capacidade do setor elétrico brasileiro, com mais de 70 mil quilômetros de linha de transmissão.

Fernando Coelho explicou que a ideia do Governo é emitir novas ações da Eletrobras e ofertá-las no mercado, e não vender as que possui. Dessa forma, afirma ele, será possível diluir a participação da União na empresa. “Queremos colocar ativos dentro da Eletrobras que, mesmo privatizada, terá o Governo brasileiro como maior acionista.” A expectativa é concluir o processo de privatização no primeiro semestre de 2018.

Para o deputado Fábio Garcia (PSB-MT), o País precisa escolher qual caminho seguir. “Vamos continuar pagando o preço da ineficiência ou vamos reconhecer que o setor público é, de fato, ineficaz em alguns setores”, questionou.   

Também presente na audiência, Severino Ninho (PSB-PE) falou da importância de se ampliar o debate sobre o assunto. “É importante que técnicos e instituições ligadas ao setor contribuam mais com essa proposta.”

Chesf – O deputado Danilo Cabral (PSB-PE) manifestou sua contrariedade e dos governadores do Nordeste em relação à privatização, especialmente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Hidrelétrica, o socialista reforçou ainda que a Chesf é um patrimônio dos nordestinos e essencial para o desenvolvimento econômico e social da região. “A Companhia já tem 69 anos de história e deve ser valorizada.” A Chesf representa a maior rede de geração e transmissão de energia elétrica em alta tensão do País, com 13 hidrelétricas e uma termoelétrica. 

 

Tatyana Vendramini
 
     
 
     
 
       
 
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