25/10/2017
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Líder Júlio Delgado quer população brasileira de olho no Plenário esta noite

Sérgio Francês/Lid. PSB   
Júlio Delgado lembra que votação não vai punir Michel Temer
 

O Plenário da Câmara vota, nesta quarta-feira (25), o pedido de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para processar, por crime comum, o presidente da República, Michel Temer, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). No entanto, a estratégia da oposição de não marcar presença na sessão plenária adiou em mais de oito horas o início da votação.

Os deputados favoráveis à investigação de Temer resolveram dar presença na sessão, mas recorrem ao tempo reservado à fala de líderes para adiar ainda mais a votação. Para o líder do PSB na Câmara, Júlio Delgado (MG), a maioria dos brasileiros já estará em casa e poderá acompanhar como votou seu representante sobre esta matéria.

“Nosso propósito era este, visto que 97% da sociedade brasileira não acredita mais neste Governo. A responsabilidade de um presidente é grande, e maior é a sua culpabilidade quando comete crimes no exercício da Presidência da República. É isso que se está a investigar”, discursou Delgado durante a sessão de hoje.

O líder socialista deixou claro que ninguém vai prejulgar Temer, ao dar seu voto esta noite. “Vamos autorizar o processamento da denúncia pelo STF, que é o órgão responsável para fazer isso. Os indícios são fortes. Todos os fatos nunca foram negados. E agora vem pedir que o Presidente seja blindado e não seja investigado, pelo bem do Brasil? ” A votação segue no plenário e pode ser acompanhada através do link abaixo:

Acompanhe ao vivo

Cronologia – Em 2 de agosto, o Plenário rejeitou, por 263 votos a 227 e 2 abstenções, a primeira denúncia da Procuradoria Geral da República contra Michel Temer, por crime de corrupção passiva (SIP 1/17).

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Temer e os ministros de organização criminosa e obstrução de Justiça com o intuito de arrecadar propinas, estimadas em R$ 587 milhões. O Planalto nega todas as acusações.

Conforme os procedimentos de Plenário para análise da denúncia, a autorização só será concedida se receber o apoio de pelo menos 342 deputados, ou 2/3 do total, que terão se manifestar contrários ao relatório de Bonifácio de Andrada por meio do voto “não”.

Rhafael Padilha
 
     
 
     
 
       
 
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