08/11/2017
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Círio de Nazaré recebe homenagem no plenário da Câmara dos Deputados

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Romaria ao Círio de Nazaré é uma das maiores celebrações do mundo
 

A Câmara dos Deputados prestou homenagem, nesta quarta-feira (8), em Sessão Solene no Plenário da Casa, ao Círio de Nazaré. O termo Círio vem da palavra latina cereus, que significa vela ou tocha grande. Por ser a principal oferta dos fiéis nas procissões em Portugal, com o tempo, o termo passou a ser sinônimo da procissão de Nazaré, em Belém, e de muitas outras pelas cidades do interior do Pará. As deputadas socialistas Maria Helena (RR) e Creuza Pereira (PE) discursaram sobre a importância dessa celebração religiosa.

“Eu diria que a maior celebração católica do mundo acontece no segundo domingo de outubro, em Belém do Pará, na festa do Círio de Nazaré”, afirmou Maria Helena. A parlamentar aproveitou a ocasião e pediu a benção da padroeira aos mandatos de todos os políticos que atuam na Câmara. “Nós pedimos a Maria que abençoe esta casa e nossos mandatos. Nós queremos Maria em nossas casas”, concluiu.

Há diversas versões para o início da devoção por Nossa Senhora de Nazaré, em Belém. Pesquisadores descrevem fatos que tentam explicar a origem, embasados em documentos ou nas narrativas apresentadas ao longo da história. Ainda em 1653, os Jesuítas iniciam a devoção a Nossa Senhora de Nazaré na localidade de Vigia de Nazaré, no Pará. Apesar da origem ser atribuída àquele local, Círio como romaria foi instituído somente a partir da metade do século XIX, vários anos após o Círio de Belém.

A pernambucana Creuza Pereira lembrou o quanto Maria, como mulher, foi forte e entregue a Deus, mesmo tendo sido criada em uma cultura cheia de preconceitos e intolerância contra a mulher. “Gostaria de pedir a Maria essa compreensão da vontade de Deus de discernir o que ele quer de nós em cada momento. Eu peço para nós mulheres esse dom da iniciativa, peço que a Senhora ajude as mulheres a serem políticas de verdade, somos tão poucas falando nesse Congresso.”

Sobre o Círio de Nazaré

Certos relatos apontam que Plácido encontrara a imagem em uma bifurcação de um taperebazeiro (árvore do taperebá) e outros de que seria em uma espécie de nicho natural em meio a trepadeiras. E que, após achar a imagem, que estaria com um manto, percebeu costurado na parte interna um papel onde se lia “Nossa Senhora de Nazaré do Desterro”. Ele a levara para sua casa e a colocara em um pequeno altar de miriti, onde estavam um crucifixo e outras imagens de santos de sua devoção. No dia seguinte, a imagem teria sumido. Ao retornar ao local do achado, percebeu que ela se encontrava no mesmo lugar do dia anterior.

O fato repetiu-se durante alguns dias e a notícia do “desaparecimento” se espalhou, provocando a intervenção das autoridades civis e eclesiásticas, fazendo com que a imagem fosse levada para o Palácio do Governo, ao Paço Episcopal e a recém-erguida Catedral, de onde ela também sumiu, sendo encontrada no mesmo local. Por conta dos desaparecimentos, Plácido teria entendido que a imagem deveria ficar no local onde fora encontrada e ali construiu uma ermida para abrigá-la. O local do achado, de fato, é onde hoje se encontra a majestosa Basílica Santuário de Nazaré.

Mariana Fernandes
 
     
 
     
 
       
 
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