28/11/2017
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Janete Capiberibe conduziu debate sobre valorização das parteiras tradicionais do País

Chico Ferreira    
Muitas parteiras vivem em situações precárias, sem amparo
 

Estima-se que existam mais de 60 mil parteiras tradicionais em atuação no Brasil. Segundo a socióloga, Sandra Maciel, muitas delas vivem em comunidades, vulneráveis social e economicamente, onde são as únicas referências de saúde. Com o intuito de melhorar a situação dessas trabalhadoras, nesta terça-feira (28), a Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, a Procuradoria Especial da Mulher e o Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal realizaram o debate “Violências Sensíveis: Valorização das Parteiras Tradicionais”.

Como mediadora do debate, a deputada federal Janete Capiberibe (PSB-AP) ressaltou a importância da capacitação e do reconhecimento das parteiras. “Um dos primeiros projetos que apresentei como deputada federal foi sobre essa profissão e tivemos alguns resultados concretos como a Rede Cegonha. Mas consideramos que ainda é pouco. As parteiras tradicionais são extremamente importantes. Em regiões como a Amazônia não chega nenhum médico, quem faz todos os partos são as parteiras”, disse. A parlamentar é autora dos Projetos de Lei 2.354/2003 e 359/2015 que dispõe e regulamenta, respectivamente, a atividade de parteira tradicional no País.

“Infelizmente não dispomos de dados quantitativo e qualitativo e nem de registros das mulheres trabalhadoras parteiras no Brasil”, ressaltou a parteira, enfermeira obstetra e professora da Universidade de Brasília, Silvéria Santos. Segundo ela, essas mulheres fazem a função do Estado brasileiro de prover assistência com dignidade às crianças que são o futuro da nação e podem ser aliadas no atendimento à saúde das mulheres. “As parteiras não querem substituir ninguém, elas simplesmente existem e estão aí para serem identificadas, cadastradas, fortalecidas e para apoiar o SUS”, declarou.

Sandra ainda lembrou que a profissão de parteira é algo muito mais ampla, uma vez que estas mulheres possuem enorme conhecimento sobre plantas medicinais. “Estamos falando de biodiversidade e de uma mulher que atua na comunidade com uma intervenção muito maior que qualquer Secretaria de Saúde.”

Mais:

Em setembro deste ano, a deputada Janete Capiberibe indicou emenda para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com o objetivo de realizar o inventário dos saberes e práticas das parteiras tradicionais do Brasil para que, futuramente, constem no Livro dos Saberes e tornem-se Patrimônio Cultural do Brasil. 

Mariana Fernandes
 
     
 
     
 
       
 
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