07/03/2018
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Prêmio Bertha Lutz homenageia parlamentares que atuaram durante o processo constituinte

Luis Macedo/Agência Câmara   
A entrega do prêmio faz parte da programação Março Mulheres
 

Em um momento de batalha contra a desigualdade de gênero no ambiente de trabalho, a entrega do Diploma Bertha Lutz lembrou mulheres pioneiras na luta pelo espaço feminino no Congresso Nacional. Hoje, dentre 513 parlamentares na Câmara dos Deputados, somente 54 são mulheres, pouco acima de 10%.

A sessão solene do Congresso Nacional, que aconteceu nesta quarta-feira (7), em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, entregou a 26 parlamentares, que atuaram no processo constituinte entre 1987 e 1988, o diploma Bertha Lutz. Dentre elas as socialistas Lídice da Mata (BA) e Lúcia Vânia (GO).

“O conceito que essas duas mulheres exercem no PSB me faz ver que são mulheres de valor, de posição e de luta. São políticas engajadas nessa luta da mulher há muitos anos”, declarou a deputada federal Creuza Pereira (PSB-PE), contemplada com o prêmio em 2009.

“O prêmio Bertha pretende que esta mulher, símbolo de pioneirismo, possa ser refletida e imitada por outras mulheres do nosso tempo. É um estímulo para que possamos nos engajar na luta por melhores dias pelas mulheres que já carregaram muita história”, completou a pernambucana.

A entrega do Diploma faz parte da programação do Março Mulheres, organizada pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados e pela Procuradoria Especial da Mulher do Senado.

Membro da bancada feminina na Câmara, a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) lembrou a importância de se reconhecer quem atua pela superação das desigualdades provocadas pelo preconceito quanto à questão de gênero. “É fundamental esse reconhecimento pelo empoderamento das mulheres, para que todas nós ocupemos  em igualdade de condições todos os espaços que também são ocupados pelos homens. É assim que se fortalece a construção de uma sociedade com mais igualdade e com uma democracia plena”.

Sobre a Premiação - Em sua 17ª edição, o Diploma Bertha Lutz já foi concedido a 84 mulheres, entre elas a farmacêutica Maria da Penha, que inspirou a aprovação da Lei Maria da Penha, Zilda Arns, que foi coordenadora da Pastoral da Criança, a ex-ministra Ellen Gracie, primeira mulher a integrar e presidir o Supremo Tribunal Federal (STF) e a ex-senadora Emília Fernandes, autora do projeto que deu origem à premiação.

Sobre Bertha Lutz - A bióloga e advogada paulista Bertha Maria Lutz, que dá o nome ao prêmio, foi uma das figuras mais significativas do feminismo e da educação no Brasil do século XX. Aprovada em um concurso público para a pesquisadora e professora do Museu Nacional no ano de 1919, tornou-se a segunda brasileira a fazer parte do serviço público no Brasil. Uma das principais bandeiras levantadas por Bertha era garantir às mulheres o direito de votar e ser votada. Isso só ocorreu no Brasil em 1933.

 

Mariana Fernandes com informações da Agência Senado
 
     
 
     
 
       
 
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