02/04/2018
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Sessão Solene na Câmara cobra mais políticas públicas para a atenção ao autismo

Divulgação   
 

Nesta segunda-feira (2), a Câmara dos Deputados realizou sessão solene dedicada ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A pedido da socialista Janete Capiberibe (AP) e dos deputados Luiz Couto (PT-PB) e Erika Kokay (PT-DF), a pauta foi em defesa por mais destinação de recursos pelo governo ao diagnóstico, à pesquisa e ao tratamento do transtorno no País.

Representante da Associação dos Amigos dos Autistas do Amapá – AMA, a parlamentar Janete Capiberibe defendeu a aprovação de duas Propostas de Emenda à Constituição- PEC nº 347/09 e 431/09 que tratam de direitos das pessoas com deficiência. Além disso, fez uma alerta: “A Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos os investimentos públicos, como saúde, educação e pesquisa, diminui a capacidade do poder público de atender os direitos dos autistas e suas famílias”.

O autismo é um transtorno de desenvolvimento. A pessoa, nos primeiros anos de vida, por motivos desconhecidos, mas que podem ser genéticos ou ambientais, apresenta problemas de interação social e de comunicação, além de comportamentos repetitivos.

Janete reafirmou seu apoio aos pais, amigos e portadores do espectro autista ao informar sobre a emenda de R$ 1 milhão que destinou à AMA-AP. O projeto foi aprovado pelo programa Calha Norte e passará a ser executado no distrito da Fazendinha, em Macapá, através da Prefeitura Municipal.

A presidente da AMA-AP, Jani Betânia, agradeceu o apoio dos parlamentares à causa e defendeu maior investimento em pesquisa para diagnosticar o autismo, conhecer suas causas e estabelecer mecanismos para a cura. “Se formos considerar que há uma criança autista a cada 68 nascidos, dá para imaginar como deveria ser o serviço de saúde para atender esses casos”, afirmou. Ela ainda cobrou a contratação de mais neuropediatras bem como a ampliação dos centros para atender essas crianças pela saúde pública.

O Dia Mundial do Autismo é celebrado anualmente em 2 de abril e foi criado pela Organização das Nações Unidas em 18 de dezembro de 2007. O autismo, conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA), se revela por problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e comportamento social da criança. Pode se apresentar de forma leve a severa. Não se sabe ainda o que causa do autismo.

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“O conjunto das pessoas que nós queremos atender nós não sabemos. Não sabemos a condição socioeconômica, o seu gênero. Não há uma pesquisa”, pontuou o representante do Distrito Federal na Conferência Nacional da Pessoa com Deficiência, Vinicius Mariano. Segundo ele, a pessoa com autismo demanda cuidados específicos, a depender do grau do transtorno. “O severo, por exemplo, vai demandar cuidado integral. Já o leve, pelo menos uma adaptação curricular na escola”.

O diretor do Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab), Fernando Cotta, acrescentou que essas pessoas precisam de políticas públicas que garantam a inclusão verdadeira. “Quando tem o diagnóstico de autismo, para onde vamos encaminhar as pessoas?”, observou.

A jovem com autismo Amanda Paschoal afirmou que os problemas dessa parcela da população são mais causados pelas barreiras sociais do que pelo próprio diagnóstico. “Escutem os autistas. Façam dos autistas, do que eles desejam, o centro da discussão sobre o autismo”, pediu.

Assessoria de Imprensa - Gabinete da Dep. Janete Capiberibe
 
     
 
     
 
       
 
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