09/05/2018
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Alessandro Molon condena PL que altera nome de agrotóxicos por defensivos fitossanitários

Sérgio Francês/Lid. PSB   
Alessandro Molon segue na luta contra defensivos fitossanitários
 

A comissão especial que analisa a regulação do setor de defensivos fitossanitários realizou, nesta terça-feira (8), reunião para votar o parecer sobre o Projeto de Lei nº 6299/02 e outras 17 propostas apensadas. Entre elas está o PL nº 3200/15, que revoga a Lei dos Agrotóxicos (Lei 7.802/89), substituindo o nome agrotóxico por defensivos fitossanitários e produtos de controle ambiental; e o PL 1687/15, que cria a Política Nacional de Apoio ao Agrotóxico Natural.

O deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) participou da audiência e deixou claro a sua posição e a da bancada socialista sobre o tema. “A votação desse relatório pode atender alguns interesses econômicos, mas não interessa à saúde pública do brasileiro e nem ao PSB. Essa comissão ficou muito tempo sem funcionar e agora quer aprovar, no apagar das luzes e em ano eleitoral, esse ‘pacote do veneno’”, afirma Molon.

Ainda segundo o parlamentar, o Brasil é campeão mundial no uso e consumo de agrotóxicos. “Já tive oportunidade de conversar com pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e ouvir deles sobre o crescimento de diversos tipos de câncer. Isso se deve ao uso indiscriminado desse produto”, revela. Para ele, trata-se de “um veneno no prato de comida de nossas crianças”.

Além de leucemia e câncer não-hodgkin (cânceres, com origem nos linfomas), estudos revelados pelo Inca demonstram “forte associação da exposição aos agrotóxicos em agricultores e câncer de mama, de próstata e de cérebro”. Também mostrou tendências de agravos crônicos à saúde associados a agrotóxicos em região de fruticultura no Ceará. Desde 2015, o Inca se posicionou pela substituição gradativa e sustentada dos agrotóxicos, com apoio à agroecologia.

Além disso, Alessandro Molon condenou a votação do parecer sobre o PL 3200/15 por se tratar de um negócio lucrativo para poucos setores. “Esse processo beneficia claramente o lucro e a produtividade de quem vende, sobretudo para exportação. Agrotóxicos contaminam também o meio ambiente, nosso solo, nossas águas”. completa.

Ao final da reunião, o socialista comemorou o encerramento dos trabalhos com a obstrução no processo de votação. “Ganhamos a batalha de hoje contra os agrotóxicos, mas a guerra ainda está longe de terminar. Permaneceremos firmes para barrar esse absurdo”, finaliza. O colegiado que regula os defensivos fitossanitários se reúne novamente nesta quarta-feira (9), para votar o parecer do relator. 

Rhafael Padilha
 
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