29/05/2018
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Greve dos caminhoneiros e preço dos combustíveis são temas de debate na Câmara

Sérgio Francês/Lid. PSB   
Julio Delgado destaca posição do PSB em relação à crise do País
 

A Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (29), comissão geral para debater a crise gerada pela greve dos caminhoneiros e os sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis no País. Os ministros de Minas e Energia, Moreira Franco, e da Fazenda, Eduardo Guardia, participaram do debate, juntamente com representantes da Petrobras, de distribuidoras, de postos e especialistas do setor. O líder do PSB, deputado Júlio Delgado (MG), destacou que o problema já havia sido alertado, em Plenário, na semana passada. “Votamos a questão da isenção no óleo diesel, mas a soberba do Governo não deixou que isso prosperasse.”

Um dos convidados do socialista para enriquecer a discussão, o líder do Movimento dos Caminhoneiros, Wanderlei Loureiro Alves, afirmou ser uma das pontas que deu rumo às manifestações. “Venho representar os caminhoneiros que estão segurando a paralisação, os verdadeiros integrantes do movimento. Desde o ano passado venho alertando autoridades sobre um decreto (nº 9.101) assinado pelo Governo, que mexeu na política de preços. E o resultado está aí. Não suportamos mais essa situação que o Brasil vive”, explicou.

Loureiro afirmou ainda que, no último domingo, um grupo de representantes esteve no Planalto com o objetivo de fazer algum acordo, mas não obteve sucesso. “Eles não representaram a categoria que está nas estradas. Eu garanto aos senhores: a paralisação dos caminhoneiros no Brasil continua 100%”, completou. Os caminhões que estão rodando, segundo Wanderley, são aqueles que eles mesmo liberam. “São medicamentos, combustíveis, produtos essenciais e ração para granja. Há um vídeo que fiz com a Defesa Civil do Paraná, pedindo aos colegas colocarem adesivos em alguns caminhões, que poderão passar”, criticou.

Júlio Delgado anunciou que a Comissão de Defesa do Consumidor vai convocar o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, e o presidente da Petrobras, Pedro Parente. “Queremos que eles venham nos dizer o que não foi dito até agora. Ouvi todos os oradores, representantes de todos os setores, e não ouvi ninguém defender o Governo e suas ações. A conta para o povo brasileiro e para o próprio Governo com relação aos impostos ficou muito maior”, relatou Júlio.

O parlamentar mineiro também comentou a nota divulgada pelo Diretório Nacional do PSB. “É clara a percepção da sociedade brasileira de que as políticas neoliberais e conservadoras do Governo vão contra os interesses populares e em benefício dos ricos. É por isso que não há oposição à greve. Nesse contexto, não cabe às forças políticas do campo democrático-popular alternativa que não a de se solidarizar com os caminhoneiros. O PSB não se furtará a exercer firme oposição até que os interesses populares finalmente se imponham”, concluiu. 

Bancada – Para o deputado José Stédile (PSB-RS), o povo tem uma dívida muito grande com os caminhoneiros de todo o Brasil. “Não existe sol, frio, chuva ou calor que os façam parar de trabalhar. Nunca reconhecemos de forma digna o trabalho dos caminhoneiros. Sou relator de projeto que trata do preço mínimo do frete, e a matéria nunca entra em pauta de votação. Eles estão sofrendo neste País”, lamentou Stédile.

O deputado Paulo Foletto (PSB-ES) destacou que o transporte rodoviário carrega a economia nacional e este movimento obteve adesão espontânea, sem ordenamentos. “O que mais atrapalhou nossa vida foi a questão do transporte de combustível, mas a categoria vem sofrendo um processo de desgaste. Há reclamações antigas com preços do pneu, da peça, do insumo, da manutenção do caminhão, da mão-de-obra na oficina. O Governo demorou a entender o que ia acontecer, mas ontem, surpreendentemente, houve uma decisão atrasada, mas foi uma boa decisão, oferecendo atender boa parte das reivindicações das associações e dos próprios caminhoneiros.”

Alessandro Molon (PSB-RJ) lamentou que a Casa esteja vazia e desprestigiada pelo Governo em um momento como esse. "É lamentável a incapacidade de diálogo do Governo, que não escuta o parlamento nem os caminhoneiros. A síntese do País neste momento é: um Governo muito ruim, que permitiu que uma greve ocorresse, se instalasse e paralisasse o país", disse.

O socialista Heitor Schuch (RS) também lamentou a situação a que chegou o País. "A Petrobras aumentou em 56% o preço do diesel no último ano enquanto o Congresso votou MP de desoneração de mais de R$ 1 trilhão de empresas petrolíferas. E quem sofre é a população", afirmou. O parlamentar complementou que o diesel é o combustível da economia brasileira, mas que é preciso lembrar também do preço da gasolina e do gás de cozinha, que são fundamentais para todos os brasileiros.

Governo – O ministro Moreira Franco afirmou que será estudada proposta para reduzir a volatilidade dos preços dos combustíveis para o consumidor. Para isso, informou, será necessário modificar a estrutura tributária incidente sobre esses produtos, que envolve tributos federais – PIS/Cofins e Cide – e o principal imposto estadual, o ICMS.

Já o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse que o Governo não vai propor aumento de impostos para compensar a redução de PIS/Cofins para o óleo diesel. Ontem Guardia chegou a falar que o dinheiro para cumprir o acordo com os caminhoneiros poderia vir de impostos ou da eliminação de benefícios, mas sem dar detalhes.

Rhafael Padilha
 
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