28/11/2018
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Heitor Schuch cita reportagem, critica fim do imposto sindical e lamenta desemprego

Sérgio Francês/Lid. PSB   
Heitor Schuch lamenta desemprego causado pela crise em sindicatos
 

Um assunto divulgado pela grande mídia gaúcha no final de semana foi tema de discurso do deputado federal Heitor Schuch (PSB-RS), no plenário da Câmara, nesta quarta-feira (28). Trata-se do movimento sindical urbano, rural, patronal e dos trabalhadores. Segundo o socialista, o fim do imposto sindical faz com que a receita dos sindicatos despenque 86%. “São dados oficiais do Ministério do Trabalho. Em apenas oito meses deste ano já foram fechadas 4,6 mil vagas de trabalho em sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais”, alertou.

O parlamentar explica que, se forem avaliados os últimos 18 meses, este número pula para 8.480 postos de trabalho formais no Brasil. “São pessoas que estavam trabalhando para as organizações sindicais. Quem perde com isso? O Brasil. Perdem os trabalhadores, que ficam sem emprego, sem renda, sem salário, sem a oportunidade de sustentarem a sua família e perde ainda mais o próprio Governo e, lógico, o INSS”, afirmou. Ele também lamentou o fato de que o trabalhador, sem emprego, não contribui para a Previdência e ainda usufrui do seguro-desemprego.

Ao falar sobre a reportagem do jornal Zero Hora, o deputado gaúcho reproduziu uma frase expressa por um sindicalista, que diz: "Muitos sindicatos estão quebrando porque o imposto era a única fonte de recursos". “E nesta mesma reportagem também fica claro que os sindicatos patronais estão reduzindo suas estruturas. As vantagens das organizações de empregadores, no entanto, são o ‘Sistema S’, que permite às entidades patronais se abastecer de recursos SESI, SENAI, SENAR e outros todos, para despesas administrativas.”

Ainda durante sua manifestação, Heitor Schuch revelou que sindicatos estão vendendo o patrimônio, demitindo médicos e profissionais da saúde que prestavam serviços aos associados. “Isso vai sobrecarregar, portanto, ainda mais o Sistema Único de Saúde. Essa é a lógica do processo”, lamentou.

A esperança do deputado é que o futuro presidente da República corrija esta injustiça e acabe com esses repasses do “Sistema S” para as entidades patronais. “Se fosse para ser justo, teriam dado o benefício aos patronais e aos trabalhadores, e não foi o que o Governo fez. Lamento muito a ‘quebradeira’ do movimento sindical, a falência dos sindicatos, a diminuição do trabalho, de prestação de serviços, de ajuda advocatícia, médica, e tudo mais que eles estão fazendo aos seus filiados. Isso está acontecendo hoje com os sindicatos e, daqui a pouco, poderá acontecer também como os nossos municípios”, encerrou Schuch.

Rhafael Padilha
 
     
 
     
 
       
 
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