29/01/2019
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Socialistas lamentam e pedem ações rigorosas sobre a tragédia de Brumadinho

Chico Ferreira/Lid. PSB   
Tadeu Alencar diz que bancada vai atuar por leis mais rigorosas
 

A tragédia que se abateu mais uma vez em Minas Gerais, agora com o rompimento da barragem na mina do Córrego do Feijão, no município de Brumadinho, tem até agora 84 mortes e centenas de desaparecidos. A responsável pela mina é a empresa Vale S.A. O líder do PSB na Câmara, Tadeu Alencar (PE), lamentou a situação. “Precisamos estar atentos e cobrar tanto da Vale, quanto do poder público, ações necessárias para a rápida reestruturação do local, a urgente assistência às vítimas e seus familiares”, afirmou o líder, que já está em Brasília para o retorno do ano parlamentar.

Há três anos Minas Gerais sofreu com o rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco – controlada pela Vale e BHP Billiton – no município de Mariana, que deixou 19 mortos. Até hoje nenhuma família atingida em Mariana foi reassentada e os donos da empresa nunca foram responsabilizados. O Ministério Público de Minas Gerais apontou, no último ano, que há pelo menos 400 barragens de rejeitos no estado e 10% delas necessitam de monitoramento por risco de ruptura.

Deputados socialistas mineiros Júlio Delgado, Emidinho Madeira e Vilson da Fetaemg lamentaram o ocorrido e se comprometeram a cobrar das autoridades responsabilização da Vale e atendimento às vítimas e familiares. Para Júlio, o Ministério Público Ambiental deve punir severamente os envolvidos para dar exemplo as demais mineradoras do estado. Vilson afirmou que a tragédia era anunciada. “A Fetaemg já alertava o Poder Público a agir com mais eficiência na fiscalização de barragens para evitar que acidentes se repetissem. Levarei como prioridade na Câmara esta questão”, afirmou.

O restaurante da mineradora ficou soterrado na tragédia. No momento do acidente, 427 pessoas trabalhavam no local, 279 foram resgatados. De acordo com o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, em entrevista ao jornal O Globo, o número de funcionários mortos deve transformar a tragédia no maior acidente trabalhista da história do País. O Ministério Público do Trabalho vai entrar com ação cobrando R$ 1,6 bilhão da mineradora.

Nas redes sociais, socialistas se sensibilizaram com a tragédia. Alessandro Molon (RJ), coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, cobrou investigação rigorosa das causas e responsabilização cível e criminal. “Mas isso só não basta. É preciso reforçar a luta, no Congresso, contra o desmonte do licenciamento ambiental, que o governo que aprovar”, acrescentou.

Para o socialista Cássio Andrade (PA), é urgente que os governos estaduais e federal, todas as agências de regulação ajam para evitar novas tragédias ambientais e humanas de proporções imensuráveis. De acordo com Danilo Cabral (PE), desde o desastre em Mariana, não houve mais rigor na fiscalização e nem nas regras para o funcionamento das barragens. “Lamentável ainda que o novo governo sinalize para o desmonte do licenciamento ambiental.”

Aliel Machado (PR), Bira do Pindaré (MA), Camilo Capiberibe (AP), Denis Bezerra (CE), Felipe Rigoni (ES) e Jefferson Campos (SP), prestam solidariedade às vítimas e reclamam do desprezo a causas ambientais. “É preciso entender de uma vez por todas que a vida vale mais do que o lucro”, disse Pindaré.

Segundo o socialista paraibano, Gervásio Maia, vidas foram destruídas por ganância e negligência humana. “É preciso uma lei mais rígida.” Para o deputado João Campos (PSB-PE), um desastre dessa magnitude, com a Vale mais uma vez envolvida, não pode ficar impune. Lídice da Mata (PSB-BA), lamentou mais esse crime ambiental que tirou vidas, devastou e destruiu animais, rios e vegetações. O deputado paulista Rodrigo Agostinho (PSB), pediu união para que esse tipo de tragédia não volte a ocorrer. “Meus pensamentos estão com todos os atingidos”, afirmou.

O líder Tadeu Alencar informou ainda que a bancada do PSB continuará atuando por leis mais rigorosas e punições exemplares aos responsáveis, pois desastres como este não podem voltar a acontecer.

Andrea Leal
 
     
 
     
 
       
 
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