01/02/2019
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Fundação João Mangabeira lança Observatório para avaliar ações do atual governo

   
Ricardo Coutinho discursa durante lançamento do Observatório
 

A Fundação João Mangabeira (FJM) lançou, nesta quinta-feira (31), o Observatório da Democracia. A iniciativa, realizada em conjunto com fundações de outros partidos de oposição, tem como objetivo acompanhar e avaliar as ações do governo atual. Também fazem parte do Observatório as Fundações Lauro Campos (PSOL), Leonel Brizola (PDT), Maurício Grabois (PC do B), da Ordem Social (PROS), 1° de Maio (Solidariedade) e Perseu Abramo (PT).  
 
Nos próximos meses, cada fundação estará responsável por avaliar as políticas governamentais correspondentes a temas pré-definidos. Os principais eixos de acompanhamento são: soberania, infraestrutura, produção e inovação, dimensão Social e dimensão ambiental. A Fundação João Mangabeira ficará responsável por avaliar as ações relacionadas à educação e à ciência, tecnologia e inovação.
 
Para o presidente da FJM e ex-governador da Paraíba (PB), Ricardo Coutinho, essa experiência, que tem como foco o debate privilegiado da política, é o grande salto que esses partidos conseguiram dar depois de longos anos. Com o Observatório, ele acredita que é possível construir um espaço comum de convergência. “O Observatório se propõe a veicular, divulgar, formular e acompanhar as políticas públicas, particularmente aquelas de desmonte que estão sendo pensadas ou que já foram apresentadas pelo Governo Federal”, disse. 
 
Representante da Fundação em workshop realizado também nesta quinta no Senado, James Lewis disse que, para que haja uma contraposição eficiente ao governo de Bolsonaro é fundamental entender a complexidade do que ele representa. O governo atual, de acordo com Lewis, é estimulado pelo capital financeiro e pelo aparato jurídico-militar. Neste sentido, ele acredita que iniciativas como esta, de unir as forças progressistas são urgentes. “O que nos espera, certamente, é muita instabilidade, muito confronto e a democracia é quem está em jogo”, afirmou.    
 
Atualmente vice-presidente da Fundação, Alexandre Navarro presidiu a organização durante alguns meses enquanto discutia-se a estruturação do Observatório. De acordo com ele, as conversas para criação do grupo ocorrem há um ano e meio, com o intuito de que ele seja um instrumento para deixar público, com uma análise material, conteúdo e profundidade de como está a atuação do atual governo. Ele citou o exemplo a emenda constitucional que pode ser enviada ao Congresso para desvincular recursos de educação. “Esse é uma tarefa do observatório. Mostrar que isso está errado, por que vai diminuir já a má gestão e tanto a quantidade de recursos para educação”, explicou. 
 
Para o deputado Danilo Cabral (PSB-PE), esse ato marca a consolidação da integração dos partidos políticos que gravitam no campo da esquerda e que vão cumprir o papel de fazer uma oposição ao novo governo. No entanto, o papel de oposição será de responsabilidade com o Brasil. “Essa iniciativa visa juntar as fundações desses partidos políticos para que, a partir do pensamento crítico da formulação e do debate de ideias, a gente possa apresentar caminhos e alternativas para que o Brasil se reencontre com o seu desenvolvimento”, disse.  

Moreno Nobre
 
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