08/03/2019
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Lídice atuará na Câmara no combate ao feminicídio a na luta pela igualdade de gênero

Chico Ferreira   
 

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta sexta-feira, 8 de março, o Portal do PSB na Câmara entrevistou a socialista Lídice da Mata (BA) que falou de seus projetos para essa pauta de tamanha relevância.

Com vasta experiência política, Lídice foi vereadora, deputada estadual, prefeita, deputada federal e esteve em seu último mandato como senadora. De volta à Câmara dos Deputados para esta Legislatura, a deputada contou também que continuará seu trabalho em defesa de crianças e adolescentes, de melhores condições para a educação brasileira e de apoio a investimentos no turismo brasileiro. Confira:

Na data em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres, para a senhora, quais desafios ainda precisam ser enfrentados?

No Dia Internacional de luta das mulheres no mundo inteiro se realizam manifestações reafirmando o compromisso das mulheres na luta pela igualdade. É o dia que vamos registrar a nossa luta contra a violência, contra o feminicídio, contra o abuso sexual, contra a desigualdade de salários no Brasil. E neste ano de forma específica, contra a Reforma da Previdência, que quer igualar a idade entre homens e mulheres para aposentadoria, inclusive da trabalhadora rural. A proposta enviada pelo Governo quer aumentar a idade para a mulher se aposentar e igualar a idade de homens e mulheres trabalhadores rurais. Um absurdo inaceitável. Por isso 8 de março esse ano continuará sendo o momento de reafirmar a nossa luta por igualdade e contra a discriminação das mulheres.

No dia 24 de fevereiro completou 86 anos que as mulheres passaram a ter direito ao voto, mas a participação feminina na política ainda é muito pequena. De que forma a senhora acredita que o País pode mudar essa realidade?

Em fevereiro se registrou a passagem dos 86 anos de conquista do voto feminino no Brasil. É uma data que precisa ser reverenciada, mas acima de tudo reafirmarmos a nossa luta pela conquista de espaços políticos pela mulher. O lugar da mulher é também na política. É isso que queremos reafirmar, com políticas de inclusão, com a obrigatoriedade dos partidos respeitarem a cota de 30% de candidaturas de mulheres, de financiarem a formação de lideranças femininas e de estimularem a participação das mulheres as direções partidárias. Além de identificarem e revelarem as lutas das mulheres para a sociedade, dando-as protagonismo. Mulheres, vamos participar da política.

Quais as expectativas para seu retorno nessa Legislatura?

Teremos um início de ano legislativo bastante movimentado com a pauta da economia no centro do debate. Essa pauta será conduzida pela discussão em relação a Reforma da Previdência, que desde sua apresentação passou a ser a panaceia para todos os males da economia nacional. A minha expectativa é que eu possa contribuir com esse debate de forma a fazer com que o interesse daqueles que mais precisam, das mulheres, do povo trabalhador, dos trabalhadores rurais, possam ser representados por nós. O Congresso Nacional terá importante função nesse novo momento em que vive o País.

A senhora foi presidente da Comissão de Turismo. Nessa nova legislatura como será seu trabalho em defesa do setor?

Eu fui presidente da Comissão de Turismo e Desporto em 2006 aqui na Câmara. A minha expectativa agora é que eu possa atuar ou na comissão ou na frente parlamentar. Assumi a posição de primeira secretária da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo e espero que o grupo consiga recolocar na pauta do Congresso Nacional projetos, medidas e ações que possam fortalecer o Turismo no Brasil.

Como senadora, a senhora foi coordenadora da Frente Parlamentar Mista de Direitos Humanos da Criança e do Adolescente. Como será o seu trabalho nessa área agora como deputada federal?

Espero poder integrar a Frente Parlamentar Mista de direitos humanos da criança e do adolescente. Quero continuar a luta para que crianças no nosso País possam ter a proteção contra a violência, contra a violência sexual, contra o trabalho escravo e trabalho infantil. Tenho uma pauta de afirmação da criança como sujeito de direitos e essa pauta deve nortear a minha atuação aqui na Câmara dos Deputados.

Quais as outras bandeiras que pretende defender na Casa? E quais comissões pedirá para participar?

Uma bandeira fundamental, principalmente nesses tempos atuais, é a defesa da educação pública, gratuita, de qualidade, inclusiva. A educação básica para todos, o acesso a creche, o fortalecimento do ensino médio e das universidades federais. A bandeira da educação é uma que sempre esteve presente em meus mandatos, de deputada, de senadora. E que unifica, portanto, a minha atuação desde antes de ser parlamentar, quando já no movimento estudantil defendia o desenvolvimento da educação pública no Brasil. Aqui, com esse novo governo Bolsonaro e com o ministro da educação que passa longe de saber o que é que é educação, sabemos certamente que teremos muitas lutas a tratar.

Para a senhora, com a atual conjuntura política, como se dará o papel do PSB na Câmara?

O PSB se colocará de forma destacada, com uma oposição que leve em conta a necessidade de mudanças que o nosso País vive e lutando pelo fortalecimento dos instrumentos de democratização.

 

 

Andrea Leal
 
     
 
     
 
       
 
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