08/03/2019
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Defesa da saúde da mulher será uma das prioridades do mandato da deputada Liziane Bayer

Chico Ferreira   
 

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta sexta-feira, 8 de março, o Portal do PSB na Câmara entrevistou a socialista Liziane Bayer (RS) que falou como será sua atuação para essa pauta de tamanha relevância.

Liziane integrará pela primeira vez a bancada do PSB na Câmara dos Deputados. A socialista continuará o seu trabalho em defesa da saúde da mulher e dos pacientes renais, assim como fez enquanto deputada estadual. Pastora da Igreja Internacional da Graça de Deus e apresentadora do Programa das Mulheres que Vencem, a deputada falou também como será seu trabalho nesta 56ª Legislatura. Confira:

 

Na data em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres, para a senhora, quais desafios ainda precisam ser enfrentados?

O desafio de reconhecer que hoje a mulher se tornou fundamental na sociedade. E que a mulher pode desempenhar a função que bem entender. Desde que se qualifique, se capacite para aquilo, não tem uma função que a mulher não possa executar. A sociedade precisa compreender isso e nós mulheres precisamos nos apoiar e juntas enfrentar os desafios.

No dia 24 de fevereiro completou 86 anos que as mulheres passaram a ter direito ao voto, mas a participação feminina na política ainda é muito pequena. De que forma a senhora acredita que o País pode mudar essa realidade?

Para mudar essa realidade acho que depende muito de nós mulheres que estamos em cargos políticos, para que possamos trazer outras mulheres para perto para que possam ver e entender que todas têm competência e qualificação para ocupar esses espaços. A política é espaço para quem quer trabalhar pelo bem comum, para quem quer protagonizar ações para a sociedade, para a comunidade. Poder possibilitar a mulher o acesso maior a informação, a participação em assuntos, em temas ligados a política é uma das minhas missões no parlamento. Aproximar as mulheres dos temas políticos e mostrar que sim, elas têm condições de pensar políticas, de fazer políticas, de participar da política mais efetivamente.

Como será a atuação da senhora na Casa em relação as pautas femininas?

A pauta feminina sempre foi uma pauta do meu mandato. No Rio Grande do Sul eu tive o privilégio de presidir a frente parlamentar sobre o câncer na mulher, aonde nós atendíamos mulheres vítimas de câncer que necessitavam de tratamento, que não tinham acesso a informação e juntas com as comunidades conseguimos dar o atendimento político e o retorno dessas pautas femininas. Com certeza, aqui na Câmara, a pauta feminina continuará sendo uma luta, uma bandeira do meu trabalho, principalmente em relação as questões da saúde da mulher e também em relação a violência contra a mulher que hoje vemos tão presente na sociedade e que juntas precisamos lutar contra.

Qual a expectativa para seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados?

A expectativa é desempenhar com uma maior amplitude o que vinha sendo trabalhado no Rio Grande do Sul. Principalmente relativo as causas da saúde da mulher, além de criar e fiscalizar as leis de nosso País.

Como deputada estadual, a senhora atuou em prol dos pacientes renais, foi autora inclusive da Lei que institui o Dia do Rim. Dará continuidade a este trabalho na Câmara dos Deputados?

A luta pelos pacientes renais foi bandeira do meu mandato em meu estado, já que vivenciei a doença renal crônica na família e pude acompanhar de perto a realidade das pessoas que fazem hemodiálise, assim como a dificuldade na distribuição de medicamentos. Fui autora de projeto que criou o Dia do Rim e a semana de prevenção das doenças renais, o que trouxe visibilidade ao tema informando a população sobre a função do rim e a necessidade de zelar e cuidar da saúde. Aqui, a nível federal, temos a oportunidade de ampliar essa discussão, já que muitos estados brasileiros sofrem com a falta de clinicas e hospitais que façam o tratamento de hemodiálise, quando muitas pessoas precisam viajar longas distâncias até a capital ou até um hospital de maior porte que faça o tratamento. E a nossa atenção sempre foi relacionada a um serviço prestado ao doente, que já tem toda dificuldade de enfrentar a sua doença e ainda têm os desafios de encarar um tratamento.

Para a senhora, com essa nova conjuntura política, qual será o papel do PSB nas decisões da Câmara?

O PSB deve avaliar todas as pautas que vierem até a Câmara, acompanhar as movimentações do Governo, alertar os brasileiro sobre o que entender que não é bom para o País e apoiar aquilo que entender que pode surtir efeito positivo para a sociedade. O Partido deve ter posição efetiva na Casa para que possa ser reconhecido em suas lutas e que possa, de fato, entregar o serviço que prometemos a sociedade como legisladores e fiscalizadores do Poder Executivo.

 

 

 

 
     
 
     
 
       
 
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