15/04/2019
Tamanho
 

Na volta à Câmara, deputado Gonzaga Patriota critica proposta de Reforma da Previdência

Chico Ferreira   
Deputado Gonzaga Patriota discursa na volta à Câmara
 

Depois de dois meses afastado dos trabalhos por motivos de saúde, o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) voltou à Câmara e discursou no Grande Expediente desta segunda-feira (15) para abordar questões da proposta de Reforma da Previdência, em discussão no Congresso. O decano da Casa aproveitou a ocasião para agradecer a todos que prestaram solidariedade enquanto esteva internado.
 
O socialista contou que, enquanto estava no hospital, dedicou seu tempo ao estudo da Previdência Social, algo que já fez bastante, já que a Previdência foi criada em 1923. Para ele, as reformas poderiam ser feitas a cada 10 ou 20 anos, desde a criação, e explicou o porquê. “Em 1923, a média de vida do brasileiro era de 40 anos. Hoje, ela chega perto de 80 e ainda está na Lei aquilo colocado há quase cem anos”, disse.
 
Gonzaga lembrou que algumas pequenas alterações foram feitas no sistema, inclusive no governo FHC, as quais votou contra por considerar que não atendia a todos. Do mesmo jeito aconteceu no governo Lula. “Eu acho que toda reforma é importante. Fazer uma reforma para melhorar, mas não fazer uma reforma sem ouvir quem vai se beneficiar ou quem vai ajudar nesse processo”, contou.
 
Ao analisar propostas de governos anteriores, como a do governo de Michel Temer, o deputado disse que a proposta atual também não oferece benefícios aos trabalhadores e, do jeito que está, não é possível aprová-la. De acordo com Gonzaga, a Previdência Social não deve um centavo a ninguém. Quem deve os R$ 200 bilhões à Previdência são os governos: Federal, estaduais e prefeituras. 
 
Na Assembleia Nacional Constituinte de 1988, o parlamentar foi autor de uma proposta que teve o apoio do chamado “centrão” para aprovar a aposentadoria de homens e mulheres do campo. Na regulamentação desse projeto, os parlamentares da época pediram que o Funrural fosse reativado para que todos os trabalhadores rurais pudessem pagar 1% ou 2%, a partir dos 18 anos, para poder se aposentar com dignidade. O Tesouro pagaria a diferença para o Funrural. No entanto, essa proposta não foi aceita. “Acontece que, hoje, mais de 12 milhões de trabalhadoras e trabalhadores rurais aposentados recebem da Previdência Social, sem a Previdência receber deles e sem receber do Tesouro nenhum dinheiro”, explicou.    
 
O socialista lembrou que o PSB já apresentou dois projetos para ajudar a resolver o problema de adquirir R$ 1 trilhão em dez anos desejados pelo Governo. Uma das propostas institui o imposto sobre grandes fortunas, e a outra, propõe a volta da tributação dos lucros e dividendos pelo Imposto de Renda. “Quem tem grandes fortunas não vai fazer questão de pagar o imposto sobre o excesso dessa fortuna para ajudar o Brasil”, afirmou.  
 

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
Liderança do PSB na Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados - Anexo II - Bloco das Lideranças Partidárias Sala 114 Fone: (61) 3215-9650 - Fax: (61) 3215-9663
Assessoria de imprensa: (61) 3215-9656 • e-mail: imprensa.psb@camara.gov.br ® 2016 • Liderança do PSB na Câmara. Todos os direitos reservados.