08/05/2019
Tamanho
 

PSB lança campanha contra a proposta de reforma da Previdência

   
 

Com o mote “ESSA Reforma da Previdência NÃO!”, o PSB lançou nesta quarta-feira (8/5) uma campanha nacional crítica à proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. Assista aos vídeos da campanha, em alta resolução, pelo link: http://bit.ly/2Vc2dsG

As animações produzidas em computação gráfica, com linguagem simples, serão apresentadas em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais do partido, a partir das 19h20, com a participação do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

Na série de cinco vídeos, com duração média de 1'30'' cada, o PSB critica os pontos centrais da reforma, como adoção do sistema de capitalização, cortes no Benefício de Prestação Continuada e mudanças na aposentadoria rural, de mulheres e de professores. A campanha é multimídia e será veiculada em redes sociais, aplicativos de mensagens e portais.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirma que a ideia é mostrar que a reforma defendida pelo governo pretende acabar com políticas instituídas na Constituição de 1988, penalizando a maioria da população, em especial, os trabalhadores, idosos e as mulheres.

Para Siqueira, a reforma da Previdência é o terceiro "grande atentado ao regime civilizatório estabelecido em 1988", depois da aplicação do teto sobre os gastos públicos e da reforma trabalhista aprovada pelo governo de Michel Temer.

"A reforma da previdência é o maior empreendimento de parte de nossa elite, na tarefa de destruição da rede de proteção social ainda incipiente que o país logrou construir nos últimos 30 anos", afirma.

CAPITALIZAÇÃO - Em um dos vídeos, o PSB afirma que o "governo Bolsonaro está tentando vender uma reforma que não é nada boa para a população, que vai diminuir conquistas que levaram anos pra serem implementadas".

A mesma peça diz que a reforma implica no fim do sistema solidário de previdência, a partir da adoção do modelo de capitalização, a exemplo do que aconteceu no Chile, com graves efeitos sociais.

"É o fim de um sistema solidário, onde os que produzem hoje ajudam os que já contribuíram com o seu trabalho, ou que não podem mais trabalhar. O governo quer adotar um sistema de capitalização que vai privilegiar parte da elite. Só pra você lembrar, um sistema parecido foi implantado no Chile durante a ditadura militar de Pinochet, ainda na década de 80. Hoje, o Chile sofre com o suicídio de idosos", adverte o partido.

A animação encerra, como todas as demais, com a frase: “Reforma da Previdência: Se não é boa para os brasileiros, não é boa para o Brasil.”

FAKE - Em outra peça da campanha, o PSB nega que a Previdência seja a causa da crise econômica e diz que "essa é mais uma justificativa mentirosa pra atacar as conquistas sociais da Constituição Cidadã".

O partido classifica como "fake" argumentos de que a reforma atingirá a todos, que gerará emprego e que sem ela o país irá quebrar.

"Esses homens estão mentindo pra você", adverte o clipe, enquanto mostra lado a lado o ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente Bolsonaro.

Outra "grande mentira" apontada pelo PSB é o déficit da Previdência, uma das principais justificativas para a reforma. Na mesma peça, o partido diz que os recursos destinados à Seguridade Social são desviados para outros fins, principalmente para o pagamento de dívidas públicas.

"O que realmente afeta o sistema previdenciário é a má gestão e a sonegação. Nesta reforma, os mais pobres vão pagar pelos mais ricos", destaca o vídeo, acrescentando que os mais afetados pela reforma serão os trabalhadores, os idosos e as mulheres do campo e da cidade.

De acordo com Carlos Siqueira, o PSB reconhece que há uma questão previdenciária a ser enfrentada, mas não com as mudanças previstas na PEC n° 6/2019. “Estas aprofundam a desigualdade e a aumentam a concentração de renda”, considera.

PROMESSAS - Com a reprodução de entrevistas do ex-presidente Michel Temer e de Paulo Guedes, além de reportagens de TV mostrando enormes filas de desempregados, em outro vídeo o PSB compara a reforma de Bolsonaro com a reforma trabalhista de Temer, que não cumpriu com a promessa de gerar empregos.

O partido questiona a promessa repetida à exaustão pelos dois governos de reduzir as desigualdades e acabar com privilégios.

“Veja o que o ministro Guedes chama de redução de desigualdades: aumento do tempo de contribuição dos trabalhadores rurais, das mulheres e dos professores. O governo Bolsonaro diz que vai atacar os privilégios, mas a proposta dele atinge idosos e deficientes em condições de miserabilidade”, critica o partido.

Na peça, o PSB explica que os pobres de 65 anos hoje ganham um salário mínimo para ter alguma dignidade na velhice. O governo, enfatiza o partido, quer pagar apenas R$ 400 a partir dos 60 anos e jogar para depois dos 70 o direito que já existe hoje.

A campanha apresenta ainda outros dois clipes: um afirma que o governo propõe uma reforma ampla e injusta quando poderia corrigir distorções pontuais do sistema, sem prejudicar os mais desfavorecidos; e outro que explica o significado dos termos mais usados na discussão da reforma, intitulado Pequeno Dicionário da Reforma da Previdência. 

Assessoria de Comunicação - PSB Nacional
 
     
 
     
 
       
 
Liderança do PSB na Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados - Anexo II - Bloco das Lideranças Partidárias Sala 114 Fone: (61) 3215-9650 - Fax: (61) 3215-9663
Assessoria de imprensa: (61) 3215-9656 • e-mail: imprensa.psb@camara.gov.br ® 2016 • Liderança do PSB na Câmara. Todos os direitos reservados.