09/05/2019
Tamanho
 

Socialistas fazem duras críticas à proposta da reforma da Previdência em debate com ministro

Google Imagens   
 

Parlamentares socialistas voltaram a manifestar, nesta quarta-feira (8), durante debate na Comissão Especial, o posicionamento contrário do PSB à proposta de reforma da Previdência apresentada pelo Governo. Na presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, os deputados fizeram duras críticas ao texto em discussão, que acirra ainda mais as desigualdades no País. Os deputados Aliel Machado (PR), Heitor Schuch (RS) e Lídice da Mata (BA), titulares do colegiado pelo PSB, reforçaram a necessidade de alterações em pontos importantes da matéria. 

O líder da Legenda na Casa, Tadeu Alencar, tem defendido reiteradamente, a disposição do PSB em discutir uma reforma que seja justa.“Entendemos a necessidade de ajustes no sistema previdenciário do País, mas não da forma como foi colocada.”  A Bancada Socialista é favorável à realização de um debate amplo, sem atropelos e com a transparência em relação aos dados que embasaram a proposta do Governo.  

Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da Oposição na Câmara, rebateu a fala do ministro sobre o regime de capitalização defendido pelo Governo. O socialista foi enfático ao afirmar que o modelo é injusto ao acabar com o regime de previdência solidária. “Não aceitaremos a substituição do modelo atual pela entrega da Previdência brasileira às entidades privadas e aos bancos.” Molon destacou estudo da Organização Internacional do Trabalho sobre o fracasso do modelo na maioria dos países que o adotou. 

O deputado Aliel Machado usou os dados apresentados pelo próprio ministro para ressaltar o quanto a proposta prejudica os mais pobres. Conforme destacou Aliel, o texto diz que, em 20 anos, a economia em cima do Regime Geral da Previdência, que atinge os mais pobres, será de 92%. “São pessoas que não vão se aposentar. O senhor disse que não mexe com os mais pobres, mas aumenta para 20 anos o tempo mínimo de contribuição.”

Lídice da Mata alertou que a reforma é cruel com as mulheres. O texto em discussão prevê que a idade passe de 60 para 62 anos no caso de trabalhadoras urbanas. e de 55 para 60 anos, para as rurais. “Elas estão na base da pirâmide econômica desse País, com os mais baixos salários, com uma carga grande de responsabilidades domésticas, sofrendo todo os tipos de violência. E, nem assim, conseguimos sensibilizar a equipe econômica do Governo para deixa-las de fora dessa reforma”, lamentou a socialista.

Já o deputado Heitor Schuch foi enfático ao desmentir equívocos em relação às aposentadorias dos produtores rurais. “Tem gente dizendo que agricultor chega lá e mostra as mãos e se aposenta. Não, tem que ter 15 anos de papéis, documentos registrados, para ter o direito à aposentadoria”, esclareceu. O socialista também lamentou a ampliação da idade mínima e do tempo de contribuição da aposentadoria rural. “Desta forma, o Governo ignora as condições assimétricas de trabalho e de vida entre o meio rural e o meio urbano.”

ESSA NÃO – Com o mote “ESSA Reforma da Previdência NÃO!”, o PSB lançou, na noite de quarta-feira, campanha nacional crítica à proposta de reforma da Previdência. O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que a ideia é mostrar que a reforma defendida pelo governo pretende acabar com políticas instituídas na Constituição de 1988, penalizando a maioria da população, em especial, os trabalhadores, idosos e as mulheres.

Tatyana Vendramini
 
     
 
     
 
       
 
Liderança do PSB na Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados - Anexo II - Bloco das Lideranças Partidárias Sala 114 Fone: (61) 3215-9650 - Fax: (61) 3215-9663
Assessoria de imprensa: (61) 3215-9656 • e-mail: imprensa.psb@camara.gov.br ® 2016 • Liderança do PSB na Câmara. Todos os direitos reservados.