12/06/2019
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Deputado Júlio Delgado vai ao STF em busca de alternativas para investigação

Assessoria/Divulgação   
Objetivo do encontro foi pedir apoio ao STF sobre investigações
 

O presidente da CPI de Brumadinho, deputado Júlio Delgado (PSB-MG) participou, nesta terça-feira (11), de reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. O objetivo do encontro foi pedir apoio aos projetos elaborados pelo colegiado, além da contribuição técnica dos especialistas da Corte. "Essa contribuição é necessária para seguirmos captando os elementos para o julgamento efetivo dos culpados pelo crime que matou e deixou desoladas centenas de pessoas em Minas Gerais", disse o presidente da CPI.

Parlamentares integrantes da CPI relataram a Dias Toffoli os reflexos de recorrentes habeas corpus concedidos ao presidente da mineradora Vale, Fabio Schvartsman, para não atender a convocação da CPI. "Isso atrapalha o andamento das investigações", completou Delgado. Nesta terça, o ministro do STF, Gilmar Mendes também acatou parcialmente o pedido do ex-presidente da Vale quanto à quebra de sigilos bancário e fiscal pedida pela CPI na semana passada.

No entendimento geral dos presentes na reunião, é urgente a necessidade de saber qual nível de hierarquia tinha conhecimento dos problemas da barragem. Em maio, os engenheiros Makoto Namba e André Yassuda da empresa alemã Tüv Süd, que assinaram o laudo de estabilidade da barragem de Brumadinho, compareceram à CPI, mas permaneceram calados, também amparados por habeas corpus.

Equipes operacionais – Nessa terça a CPI também ouviu, por mais de seis horas, três diretores da Vale, que se isentaram de qualquer culpa no rompimento da barragem de Brumadinho. "De forma geral, argumentaram que cuidavam da macrogestão da empresa, enquanto o monitoramento das barragens seria atribuição específica das equipes operacionais, como sintetizou nessa audiência o diretor-executivo da Vale Gerd Peter Poppinga", explicou Júlio Delgado.

Poppinga, que chegou a ser investigado após o rompimento da barragem de Mariana, em 2015, disse que não é "onipresente nem onisciente" e que, na condição de diretor-executivo, delegava competências a experts. Mais ligado à área operacional, o diretor do Corredor Sudeste da Vale, Silmar Magalhães Silva, afirmou que o único problema relatado pelos técnicos foi na perfuração de um dos drenos da barragem de Brumadinho, mas nada que indicasse a iminência de rompimento.

O outro depoimento foi do diretor de planejamento e desenvolvimento da Vale, Lúcio Cavalli. Para os três diretores, a definição das reais causas do rompimento da barragem de Brumadinho depende de várias linhas de investigação que ainda estão em curso. Cavalli, Silva e Poppinga estão afastados da direção da Vale desde março, por recomendação do Ministério Público.

Rhafael Padilha
 
     
 
     
 
       
 
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