17/06/2019
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Joaquim Levy será ouvido pela CPI do BNDES a pedido do deputado Elias Vaz

Chico Ferreira   
 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a prática de ilícitos do BNDES ouvirá, no dia 26 de junho, o ex-presidente do Banco Joaquim Levy. De autoria do deputado Elias Vaz (PSB-G0), o requerimento para a convocação de Levy foi em abril pelo colegiado.

A antecipação da audiência com o ex-presidente do BNDES deu-se em decorrência de sua saída do cargo, anunciada neste domingo (16), após declarações do presidente Jair Bolsonaro. “Queremos saber o real motivo que levou ao pedido de demissão de Levy. E precisamos que ele explique exatamente o que contém a caixa preta de empréstimos internacionais”, afirmou Elias Vaz.

De acordo com Elias Vaz, no período em que ficou à frente do Ministério da Fazenda, em 2015, Levy formulou e executou políticas econômicas que tinham correlação com as atividades do BNDES. “Vários investimentos realizados em empresas brasileiras que se internacionalizaram foram feitos sob gestão do então ministro Joaquim Levy, o que o coloca como testemunha das operações”, justificou.

Oitiva

Nesta quarta-feira (17), a CPI ouviu o depoimento do ex-ministro Paulo Bernardo Silva. A CPI investiga possíveis atos irregulares entre 2003 e 2015, relacionados à internacionalização de empresas brasileiras no âmbito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Paulo Bernardo foi ministro do Planejamento no governo Lula e ministro das Comunicações no governo Dilma.

O deputado Elias Vaz questionou Paulo Bernardo acerca dos altos valores de financiamento oferecidos pelo Banco a grandes empresas como Odebrecht, JBS e Vale. De acordo com o socialista, em 2009, por exemplo, foram destinados R$ 102 bilhões a grandes empresas. “Se o objetivo do BNDES é estratégico no sentido de impulsionar a economia e criar condições inclusive de distribuição de renda, não vejo qual o sentido ofertar esse monte a juros diferentes dos aplicados no mercado para companhias já estruturadas”, salientou.

O socialista acrescentou que é a favor de um banco que de fato cumpra esse papel de desenvolver a economia, aumentar o número de empregos, mas não da forma que foi feito pelo BNDES.

No início deste mês, segundo matéria do G1, Paulo Bernardo se tornou réu por supostamente ter praticado, em 2010, o crime de corrupção passiva ao aceitar propina de US$ 40 milhões para aumentarem a linha de crédito para financiamento de exportação de bens e serviços entre Brasil e Angola em benefício da Odebrecht. Lula e Palocci também foram denunciados.

 

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