04/07/2019
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Proposta política da Marcha da Margaridas é tema de debate solicitado por Vilson da Fetaemg

Sérgio Francês   
Vilson da Fetaemg solicitou realização de audiência pública
 

A pedido do deputado Vilson da Fetaemg (PSB-MG), a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher realizou audiência pública, nesta quinta-feira (4), para debater a proposta política da Marcha das Margaridas, além de uma agenda legislativa com projetos que beneficiem a mulher do campo.
 
A Marcha da Margaridas é organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agriculturas Rurais (Contag) e lembra a morte da trabalhadora rural e líder sindicalistas Margarida Maria Alves, assassinada em 1983 quando lutava pelos direitos dos trabalhadores da Paraíba (PB). Este ano, a sexta edição será realizada nos dias 13 e 14 de agosto. 
 
De acordo com Vilson, a Marcha das Margaridas é a maior mobilização nacional de mulheres realizada no país. Seja pela capacidade de mobilizar dezenas de milhares de trabalhadoras rurais, ou pela repercussão política desta ação para dentro e fora do Brasil. “A Marcha da Margaridas incorpora temas do cotidiano feminino no meio rural, denunciando os fatores políticos, sociais, culturais e econômicos que determinam as situações de fome, pobreza e violência em que vivem as mulheres, principalmente as trabalhadoras rurais”, disse. 
 
O parlamentar também afirmou que a realização dessa audiência mostra a necessidade de firmar um compromisso de não retrocesso no Brasil. Ele defendeu que sejam feitas mais políticas em defesa das mulheres, mais valorização e zero feminicídios no país. “O que nós queremos é o direito a igualdade, ao trabalho e reconhecimento”, destacou.
 
Representante da Secretaria Nacional do Movimento das Mulheres do PSB, Walquiria Alencar destacou a importância da pauta e que, ao mesmo tempo, muitos querem torna-la invisível. Para ela, esse é o maior papel político da Marcha das Margaridas, tornar visível essa população e suas reivindicações. “Os nossos objetivos não são apenas imediatos, também temos objetivos a médio prazo e longo prazo. E, principalmente, um objetivo fundamental para as mulheres do campo e da cidade: atingir e chegar aos espaços de poder. ”
 
Acilino Ribeiro, secretário-nacional do Movimento Popular Socialista do PSB, disse que a institucionalização dos direitos das mulheres passa pelo Congresso Nacional, que ainda tem uma representação pequena delas. No seu ponto de vista, para ter direitos adquiridos é preciso ter uma militância forte e politizada, que precisa sobreviver. “A sobrevivência de um militante passa, também, pela estabilidade emocional da mulher na luta. E ela só vai ter estabilidade emocional se tiver estabilidade financeira e profissional”, declarou.   

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
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