10/07/2019
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“Postura do Governo sobre o Fundo da Amazônia é preocupante”, diz Camilo

Sérgio Francês   
Capiberibe defende proteção do Fundo da Amazônia
 

O deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP) demonstrou preocupação com a postura do Governo Federal em relação ao Fundo da Amazônia. A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (10), em audiência pública para discutir a atualidade, os desafios e perspectivas do Fundo, onde ele também criticou a ausência de representantes do Ministério do Meio Ambiente e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apresentar suas ideias sobre o tema. 
 
A preocupação do socialista se estende às políticas de meio ambiente do Governo e às populações indígenas e tradicionais, que chegam a colocar em risco a existência do Fundo. Para ele, a situação como um todo é preocupante, já que a conjuntura atual mostra a liberação desordenada de agrotóxicos, ao mesmo tempo que ocorre o aumento do desmatamento no País. “Isso fortalece o setor do agronegócio, que é importante, mas não pode, por exemplo, receber a tarefa de demarcar terras indígenas”, acrescentou.
 
A demarcação de terras indígenas sob a responsabilidade do Ministério de Agricultura é um desejo do presidente Jair Bolsonaro, que já sofreu derrota na Câmara, inclusive. No entanto, ele insiste nessa política e encaminhou outra Medida Provisória (MP) a Casa para rediscutir o tema. 
 
O Fundo da Amazônia, de acordo com Camilo, é extremamente importante para as comunidades tradicionais do Amapá, Estado que representa. Algumas dessas comunidades têm, inclusive, relação com entidades internacionais da Holanda, Estados Unidos e cooperam com uma empresa que extrai açaí e, assim, promovem a economia da região. “É uma economia extremamente benéfica, por que valoriza um ativo florestal, garante o manejo e a proteção da floresta, que é exatamente a razão de ser do Fundo da Amazônia”, ressaltou.
 
No entanto, mesmo com os benefícios gerados por essas comunidades, elas não têm satisfação da destinação de recursos do Fundo da Amazônia. Segundo o socialista, havia o interesse de pagar o agronegócio com esses recursos, que na verdade deveriam ser destinados à proteção do meio ambiente. 
 
Para Camilo, é necessário fazer, com a ação da Comissão de Meio Ambiente, um contraponto, para manter o modelo atual de gestão, por mais que seja complexo o acesso a esses recursos. “A preocupação é que esse recurso possa continuar favorecendo às políticas que ele trabalhou até agora e que nós consideramos que é o caminho correto. Se for para fazer alguma mudança, que seja para melhorar a eficiência do programa”, afirmou.
 

Moreno Nobre
 
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