13/08/2019
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Deputados federais vão ao Amapá para apurar assassinato e invasão de terras indígenas

Divulgação   
 

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) fará, nesta sexta-feira (16) e sábado, diligência à Terra Indígena Waiãpi para apurar a situação dos indígenas da região, as invasões e o assassinato do cacique Emyra Waiãpi. O grupo de parlamentares será liderado por Camilo Capiberibe (PSB/AP), autor da iniciativa, e Joênia Wapichana (Rede/RR), coordenadora da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Povos Indígenas.

Na sexta, pela manhã, a diligência visita a aldeia Aramirã, no Território indígena Waiãpi, no município de Pedra Branca do Amapari, onde faz um encontro com representantes das diferentes aldeias do Território.

No sábado, à tarde, deve acontecer uma reunião com policiais federais responsáveis pelo inquérito e um novo encontro com lideranças indígenas.

Assassinato – No dia 22 de julho, o cacique Emyra Waiãpi foi morto de forma violenta durante uma invasão por garimpeiros às terras das aldeias Waiãpi-Apina, no oeste do Amapá. Segundo relatos, os garimpeiros estavam acampados no interior da reserva. Nenhum indígena testemunhou a morte do líder, que só foi percebida na manhã seguinte (23). De acordo com o Conselho das Aldeias Waiãpi-Apina, na sexta-feira (26), moradores da aldeia Yvytotô encontraram um grupo de não-índios armados e avisaram as demais aldeias pelo rádio. À noite, os invasores entraram na aldeia, ficaram em uma casa e ameaçaram indígenas, que fugiram para outras comunidades.

Em nota, a Fundação Nacional do Índio (Funai) informou que deslocou uma equipe para o local. Equipes da Polícia Federal (PF) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar do Amapá, também estão na região para apurar o caso. O resultado da necropsia, realizado dia 02 passado, deverá ser apresentado até o final do mês.

Já a Procuradoria do Ministério Público Federal (MPF) no Estado instaurou uma investigação criminal para apurar a morte do indígena Waiãpi. Procuradores pediram à PF informações a respeito das denúncias de invasão da terra indígena e sobre as providências já adotadas para evitar o possível agravamento do conflito.

Em vídeo divulgado nas redes sociais pela prefeita de Pedra Branca do Amapari, Beth Pelaes, o coordenador indígena do município, Kurani Waiãpi, relata que, segundo os indígenas, cerca de 50 garimpeiros armados estariam acampados próximo à aldeia Mariry, no interior da terra indígena.                        

Assessoria de imprensa do dep. Camilo Capiberibe
 
     
 
     
 
       
 
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