11/09/2019
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Ted Conti reúne pais e especialistas para debater ações envolvendo Autismo e Educação

Arquivo pessoal   
 

Acesso e permanência da criança na escola, formação de professores, criação de uma clínica-escola, carteira especial de identidade. Foram algumas das sugestões defendidas por pais e especialistas durante o Seminário “Autismo e Educação Transformadora” promovido pelo deputado federal Ted Conti (PSB/ES) e que lotou o auditório Hermógenes Lima Fonseca, na Assembleia Legislativa, em Vitória. “Anotamos todas as sugestões e junto com técnicos e especialistas vamos analisar cada uma delas. Os desafios são enormes. Mas temos o firme propósito de ajudar na elaboração de leis e na construção de políticas públicas mais inclusivas”, destacou o deputado.

O seminário reuniu pais, mães, Apaes da Grande Vitória e do interior do Estado, vereadores, representantes de deputados estaduais, da OAB-ES e de outros segmentos da sociedade envolvidos na defesa dos direitos das pessoas com autismo, também conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nas palestras e debates foram discutidas questões importantes como inclusão, educação de qualidade, atendimento especializado, apoio às famílias, burocracia na liberação de laudos, maior interação entre as redes municipais e estaduais, entre outros temas. Como membro titular da Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência, o deputado Ted Conti disse que esse será o primeiro de uma série de seminários que pretende fazer ao longo do mandato para debater acessibilidade, direitos e outras ações.

ACESSO E PERMANÊNCIA - O deputado disse ainda que há tempo vem conversando com mães e pais de crianças autistas. E que sempre se perguntava o que poderia fazer, como cidadão e agora deputado federal, para ajudar essas famílias. “Daí, nasceu a ideia de reunir famílias e especialistas, e juntos, conversar e somar ideias e propostas. Estabelecer um diálogo permanente. Dar voz e ouvir”, complementou o deputado, já antecipando que os palestrantes do seminário farão parte da equipe que vai analisar as propostas e auxiliar na construção de projetos de inclusão.

O seminário foi dividido em duas rodadas de discussão. A primeira envolvendo o tema da inclusão escolar, com palestras da coordenadora do setor de Educação Especial da Rede Municipal de Ensino de Vitória, Ana Lúcia Sodré de Oliveira; da subgerente de Educação Especial da Secretaria Estadual de Educação, Sumika Soares de Freitas Hernandez; e do coordenador do Núcleo de Acessibilidade da Universidade Federal do Espírito Santo, Douglas Ferrari de Melo. Nessa primeira rodada, as palestras traçaram o caminho da educação, numa linha do tempo: do infantil ao ensino superior, destacando como acontecem as políticas públicas e o acesso à escola ao longo desse tempo, envolvendo a pessoa em todas as fases de seu desenvolvimento.

A coordenadora Ana Lúcia Sodré de Oliveira falou sobre a política de educação especial de Vitória, ressaltando que a rede municipal atende hoje cerca de 1.600 alunos na educação especial, e que desse total, 495 crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autismo. E que esse número tem crescido nos últimos anos. Citou que do ano passado para esse, foram 90 alunos a mais com autismo. E dentro desse cenário destacou a formação continuada de professores e assessorias pedagógicas, muitas pesquisas sobre recursos e metodologias de ensino e busca de maior interação com as famílias. “Essa é uma discussão permanente e que ainda tem muito a avançar”, ponderou ela.

A subgerente de educação Especial da Sedu, Sumika de Freitas, explicou como é feito o atendimento na rede estadual, falou sobre a importância de se fortalecer as políticas intersetoriais e o regime de colaboração com os municípios. Também fez questão de destacar que o direito à educação deve estar sustentado em três pilares: acesso, permanência e qualidade. E que o Estado vai intensificar a formação de profissionais especializados.

Fechando a primeira rodada de palestras o coordenador do Núcleo de Acessibilidade da Ufes, Douglas Ferrari de Melo, traçou um panorama geral da educação inclusiva, com destaque para o acesso ao ensino superior. Disse que esse ano a universidade tem 63 alunos com algum tipo de deficiência, e desse total, 15 são autistas. E que é preciso pensar na acessibilidade não só no aspecto de superação de barreira física, mas também como apoio pedagógico para dar mais autonomia e independência para os alunos.

DIREITOS - Os palestrantes da segunda rodada de discussão foram a psicanalista Bartyra Ribeiro de Castro, o advogado Daniel Resende Simões e a gerente da Amaes (Associação dos Amigos dos Autistas do Espírito Santo), Pollyana Paraguassú. Falaram sobre direitos, pesquisas e família. Em sua palestra, a psicanalista Bartyra alertou sobre o crescente e rápido aumento dos casos de autismo no mundo, nos últimos tempos, e levantou o seguinte questionamento: “Existe uma epidemia de autismo, ou uma epidemia de diagnósticos de autismo?” Para ela é preciso ter “compromisso com o diagnóstico bem feito e não com o laudo apressado”. Além de psicanalista, Bartyra também é coordenadora do PIPA (e rabiola)-Programa de Investigação Psicanalítica do Autismo. Um programa que existe há mais de 15 anos e que tem cinco frentes de atuação no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

Além de ser mãe de três filhos, sendo o mais velho autista, Pollyana Paraguassú compartilhou sua experiência de muitos anos na Amaes, onde já foi presidente e ainda continua trabalhando como mãe voluntária e gerente administrativa da associação. Falou sobre os desafios enfrentados, a falta de informação e ressaltou a importância da família estar sempre junto, atuando em parceria com a escola. E desabafou: “Precisamos de educadores. Nossos filhos precisam de políticas públicas e dignidade”.
Na última palestra, o advogado e secretário geral da Comissão de Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB-ES, Daniel Simões, contou que também é irmão de uma adolescente autista e falou sobre direitos e inclusão. Lembrou que, além dos direitos garantidos na Constituição Federal, a lei 12.764 /2012 também instituiu diversas políticas públicas em defesa das pessoas com autismo e ainda garantiu acesso à escola regular, determinando sanção para quem recusar a matrícula.
Para o deputado federal Ted Conti foi um debate rico de ideias, sugestões e participação. E fez questão de reafirmar que seu gabinete, tanto em Vitória quanto em Brasília, estarão sempre de portas abertas para todos os que quiserem participar e contribuir na construção de uma sociedade menos preconceituosa e mais inclusiva. E reforçou que esse será o primeiro de muitos encontros quer tratarão vários temas igualmente importantes.

Assessoria de imprensa do dep. Ted Conti
 
     
 
     
 
       
 
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