03/10/2019
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Povos tradicionais são os principais defensores do meio ambiente, afirma o deputado Camilo

Chico Ferreira   
 

O deputado federal Camilo Capiberibe (PSB/AP) afirmou, em audiência na Câmara dos Deputados que tratou do Sínodo da Amazônia, que os povos tradicionais são os maiores agentes de preservação ambiental, apesar de ser uma população pequena, e que essa dívida histórica precisa ser resgatada. Para Camilo, esse deve ser um dos temas debatidos durante o Sínodo, junto com um modelo adequado de desenvolvimento para a região. O evento da Igreja Católica acontece de 6 a 27 deste mês, no Estado do Vaticano.

Conexão – O socialista alertou que o governo Bolsonaro está desconectado da sociedade. Ele citou pesquisa (Datafolha) pela qual 75% da população considera legítimo o interesse estrangeiro na Amazônia. “Os brasileiros compreendem que o problema ambiental é uma questão global e que a nossa responsabilidade é de dar respostas ao povo brasileiro. Quem cobra é o povo brasileiro. A responsabilidade primeira dele [governo Bolsonaro] e nós também [Congresso Nacional] é responder para o que espera o povo brasileiro”, ressaltou.

O deputado amapaense considera que “o Sínodo é uma grande oportunidade de chamar atenção do mundo inteiro para essa riqueza que é da humanidade, no que ela proporciona de equilíbrio climático, de futuras descobertas da biodiversidade que podem solucionar diversos problemas que enfrentamos hoje”. E cobrou outra política do Governo Federal: “Quem está em descompasso com o que espera a população brasileira e a opinião pública mundial é, infelizmente, o presidente da República e as forças que estão por traz dessa pressão, que estão muito bem representadas aqui e no Governo Federal. Atacam os direitos dos povos indígenas, atacam as populações tradicionais, atacam os defensores do meio ambiente”, apontou.

Na análise do deputado Camilo, o golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, em 2016, desequilibrou as forças políticas e levou para dentro do governo setores menos preocupados com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Ele cita como exemplo a tentativa de abrir a Reserva Nacional de Cobre (Renca), em parte sobre a Terra Indígena Waiãpi, barrada pela mobilização dos povos indígenas e da sociedade.

Sínodo - Convocado em 2017 pelo Papa Francisco, o Sínodo debaterá o tema “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”, reunindo 250 bispos dos nove países (Brasil, Peru, Colômbia, Bolívia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname) que integram o bioma Amazônia. O Brasil levará a maior delegação, com 118 integrantes, dos quais 56 bispos. Uma comitiva de deputados e senadores também pretende acompanhar o encontro no Vaticano. Eles preparam um relatório sobre direitos humanos na Amazônia com a participação de deputados de vários partidos, para entregar à Rede Eclesial Pan-Amazônica, junto com os relatórios das diligências feitas, este ano, na região, no Amapá, Amazonas e Maranhão.

Assessoria de imprensa do dep. Camilo Capiberibe
 
     
 
     
 
       
 
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