12/11/2019
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A pedido de Rodrigo Agostinho, Comissão realiza seminário em homenagem ao Pantanal

Dinho Souto   
Rodrigo Agostinho solicitou realização de seminário
 

A maior área úmida continental do planeta e berço de rica biodiversidade, dona de uma área de 624.320 km² e que as cheias anuais atingem cerca de 80% da região e o ciclo das águas traz o equilíbrio ambiental, proporcionando a renovação da fauna e da flora. Por esses e outros motivos que a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realizou, nesta terça-feira (12), a pedido do presidente do Colegiado, Rodrigo Agostinho (PSB-SP), o Seminário “Dia do Bioma Pantanal”. 
 
A data de celebração do Dia do Pantanal, 12 de novembro, foi escolhida em homenagem ao ambientalista e jornalista Francisco Ancelmo de Barros, que durante 25 anos dedicou-se à luta pela preservação desse bioma e lutou, inclusive, contra a instalação de usinas de álcool na região.
 
O seminário foi realizado com o objetivo de sensibilizar e conscientizar os Poderes Públicos e a população em geral sobre a importância da preservação do bioma. Vale lembrar que a Reserva da Biosfera do Pantanal abrange os estados do Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS) e pequena parcela de Goiás (GO). “A Reserva da Biosfera trabalha para prover de sustentabilidade as atividades da pecuária que se pratica na região desde o século XVIII, consideradas um fator importante para a conservação da biodiversidade do Pantanal”, acrescentou Agostinho. 
 
De acordo com o parlamentar, existem duas situações no Pantanal. Em uma, a planície inundável, que tem 83% da área protegida, bem conservada. Mas todo o entorno, a Bacia do Alto Paraguai, está muito degradada. “Nós temos um índice de antropização de mais de 50%, temos algumas bacias totalmente destruídas, problemas com o cultivo agrícola intensivo nas cabeceiras dos principais rios do Pantanal”, explicou. 
 
Agostinho destacou que a região é um dos principais destinos de ecoturismo do mundo, mas que é preciso saber respeitar as tradições culturais do local. Além disso, existem os registros de pelo menos 4.700 espécies, incluindo plantas e vertebrados. “Por isso a Câmara vem debatendo há um bom tempo, desde 2011, projetos que visem a conservação do Pantanal. Mas nenhum desses projetos hoje foi aprovado”, lamentou. 
 
Existe hoje em tramitação na Casa, o Projeto de Lei n° 9950/18, de autoria líder da Oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), que propõe a conservação e o uso sustentável do bioma. Para Agostinho, é preciso avançar com esse Projeto para garantir a preservação do local. 
 
Molon contou que teve a oportunidade de conhecer o Pantanal em julho desse ano e que ficou impressionado com a força, com a riqueza, a biodiversidade e a pujança da natureza pantaneira. “Pude ver com meus olhos a riqueza desse bioma e a importância que tem o Brasil proteger essa biodiversidade tão sensacional e tão importante para o nosso país e para o nosso povo”, disse.
 
Para ele, é preciso aprovar esse Projeto de Lei para proteger esse bioma o quanto antes. “Ações do governo colocam em risco a sobrevivência do Pantanal, como a revogação do decreto que tratava do zoneamento de produção de cana de açúcar, que, de alguma maneira, coloca no horizonte um risco para essa região e para outras regiões.”

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
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