10/12/2019
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Vilson da Fetaemg defende função reguladora da Conab e repudia desestatização

   
 

O controle alimentar e econômico do fornecimento, abastecimento e armazenagem de alimentos foi tema da audiência pública que tratou da proposta de privatização da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em debate, o fechamento de 27 unidades da companhia em todo o País. Representantes do Governo Federal e de agricultores familiares discutiram caminhos para preservar principalmente a função social da companhia. A audiência foi convocada pelo deputado Bira do Pindaré (PSB/MA), e presidida pelo socialista Vilson da Fetaemg (PSB/MG).
 
Para o socialista Vilson e representantes dos agricultores familiares, a decisão de fechar as unidades é uma demonstração clara da intenção do Executivo de privatizar a empresa. “O fechamento é uma forma disfarçada da privatização. O Governo fala que não tem como manter as unidades e, ao mesmo tempo, publica medida provisória que concede milhões aos cerealistas para que possam construir seus armazéns. Somos contrários. Queremos uma Conab forte”, destacou.
 
Para Oton Pereira, diretor da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público, entidade que representa os funcionários da companhia, a Conab está sendo destruída por inanição, por falta de investimento. Ele citou programas sociais alimentados pela Conab que provavelmente não interessariam ao setor privado. “A Conab é responsável por programas como o de aquisição de alimentos; de preço mínimo; de ajuda humanitária que nenhum empresário terá interesse de manter”, comentou.
 
O secretário de política agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Antoninho Rovaris, cobrou mais transparência dos diretores da Conab em suas ações. Para ele, a companhia é um importante instrumento de regulação de preços, de sobrevivência da agricultura familiar. “É um órgão que faz dar certo o trabalho dos pequenos agricultores”, declarou. Antoninho também citou a incoerência entre o fechamento das unidades e a promulgação da medida provisória que concede incentivos aos grandes cerealistas.
 
Conab – O diretor de Operações da Conab, Bruno Scalon, justificou que o fechamento das unidades não representa privatização e que a companhia tem outras formas de atender ao agricultor familiar. Ele garantiu que a empresa está atenta ao capital humano, que são seus servidores, e também aos agricultores. “Estamos a todo tempo atentos à questão humana”, garantiu.
 

Fabrício Francis
 
     
 
     
 
       
 
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