03/02/2020
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Deputado Danilo Cabral protocola pedido de convocação do ministro da Educação

Chico Ferreira   
 

Nesta segunda-feira (3), primeiro dia de atividades da Câmara após o recesso, o deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) protocolou um pedido de convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Após os erros e falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o parlamentar afirma que o gestor precisa prestar explicações à sociedade sobre os erros na nota do Enem e aos problemas apresentados pelo Sisu. O socialista também pede informações sobre as providências adotadas pela pasta. 

 

“Ao longo de toda a existência do Enem, essa é a primeira vez que a prova é colocada em xeque. O erro na confecção das provas é muito grave, mas é ainda mais grave o fato de o Governo não adotar providências que assegurem a lisura do processo”, destaca Danilo, membro da Comissão de Educação da Câmara. 

 

O deputado acrescenta que os atuais problemas ocorreram depois de o ministro dizer que foi o melhor Enem de todos os tempos. “Então, ele foi confrontado com um erro que atingiu seis mil estudantes e na ânsia de dar uma resposta rápida, o ministro pode ter feito uma ‘lambança’ com a prova”, critica o parlamentar. Danilo é autor de uma representação no Conselho de Ética da Presidência da República, pedindo a exoneração do ministro.

 

"O governo Bolsonaro tem uma postura inconsequente e irresponsável com a educação brasileira. Por diversas oportunidades, o ministro demonstrou sua falta de qualificação para o cargo”, diz o deputado. Ele reafirma que é urgente a demissão de Weintraub do MEC.

 

Danilo Cabral lembra que o Enem de 2019 foi o menor em número de inscritos desde 2010. Em 2014, o ápice do exame, foram 8,7 milhões de inscritos. No ano passado, foram 4,6 milhões. “Vale ressaltar que, desde a criação do exame, já foram registradas falhas, mas nada de tamanha gravidade”, disse.

 

Problemas 

 

A partir de relatos dos candidatos nas redes sociais, após a divulgação do resultado do Enem, o Governo identificou um erro na correção da prova, que afetou seis mil candidatos.  O caso foi parar na justiça, que chegou a suspender a liberação dos aprovados no Sisu. Além de pedir explicações sobre o erro nas notas, o deputado questiona a decisão do MEC de não recalculá-las.

 

O Inep, responsável pela aplicação do Enem, adota uma metodologia (teoria de resposta ao item - TRI), que define os índices de mínimo e máximo desempenho a partir da menor e da maior nota, obtidas pela totalidade dos participantes do exame. Dessa forma, ao não recalcular os parâmetros nos itens usados na prova, o Governo pode afetar o resultado dos estudantes, especialmente nos cursos mais concorridos. 

 

Assessoria do deputado Danilo Cabral
 
     
 
     
 
       
 
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