18/02/2020
Tamanho
 

CPI do derramamento de óleo retoma audiências em busca de esclarecimentos

Google Imagens   
 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) responsável por investigar o derramamento de óleo que atingiu, no final de agosto de 2019, os nove estados do Nordeste, além do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, retomou os trabalhos, nesta terça-feira (18), com a realização de audiência pública solicitada pelo relator, deputado João Campos (PSB-PE). Entre os convidados, secretários estaduais de Meio Ambiente de localidades atingidas. João Campos voltou a questionar as ações tomadas pelos órgãos competentes para que os impactos fossem minimizados e sanados. A transparência nas informações por parte do Governo Federal foi apontada pelos participantes da audiência como um dos principais problemas na retirada e contenção do óleo. 

Vale lembrar que as primeiras manchas de óleo, cuja origem ainda não foi identificada e os responsáveis, consequentemente, não foram punidos, apareceram no litoral nordestino e se alastraram por mais de 900 localidades, num total de 3,6 Km de faixa litorânea, o que fez com que esse fosse considerado o maior desastre ambiental da história do litoral brasileiro em extensão. Na época, a demora de providências do Governo Federal foi motivo de diversas manifestações e ações por parte da população e de deputados. Uma dessas ações foi a criação da CPI na Câmara, com o objetivo de buscar e punir os culpados.  

Secretário estadual de Pernambuco, José Antônio Bertotti classificou como absurdo que o trabalho de recolhimento do óleo nas praias tenha ficado a cargo dos municípios. Segundo ele, a primeira equipe do Exército que chegou no local estava sem qualquer material para atuação diante de uma tragédia ambiental daquela amplitude. “Quem ofereceu esse material foi o Estado de Pernambuco. O que demonstra o despreparo. Demonstra também que não foram acionadas, desde o início, empresas especializadas que poderiam fazer esse serviço. O Governo poderia e não requisitou esse tipo de trabalho.”

João Carlos de Oliveira, secretário do Meio Ambiente da Bahia, também questionou a ausência de empresas especialistas para tratar do assunto. “A Petrobras é uma referência em exploração de petróleo no mar, em transporte desse petróleo, e não conseguimos entender como o Governo não convocava, naquele momento, a Petrobras para nos dar esse suporte.” Carlos demonstrou preocupação com o que chamou de pós-óleo e o que isso ainda representa de poluição no meio ambiente da região, nos manguezais e estuários.

Informações – O diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, Leonlene Aguiar, afirmou que a falta de informações por parte de todas as esferas do Governo Federal foi uma das grandes reclamações da população, especialmente a costeira. Segundo ele, o estado tentou suprir essa carência. “O problema era que não tínhamos as informações vindas do Governo. A comunicação com o Grupo de Acompanhamento e Avaliação era muito restrita e pontual”, lamentou. Para ele, a falta de transparência nas informações era algo que deixava a todos surpresos e como o Governo não dava respostas a tempo aos principais interessados.

 

Tatyana Vendramini
 
     
 
     
 
       
 
Liderança do PSB na Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados - Anexo II - Bloco das Lideranças Partidárias Sala 114 Fone: (61) 3215-9650 - Fax: (61) 3215-9663
Assessoria de imprensa: (61) 3215-9656 • e-mail: imprensa.psb@camara.gov.br ® 2016 • Liderança do PSB na Câmara. Todos os direitos reservados.