18/02/2020
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Lídice lamenta impacto negativo de campanhas antivacinas na saúde da população brasileira

Dinho Souto   
 

Nesta terça-feira (18), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News debateu os impactos de notícias falsas sobre a cobertura de vacinas na população. O representante da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Ricardo Machado, apresentou ao colegiado uma pesquisa que mostra que 68% dos entrevistados acreditam em pelo menos uma informação falsa sobre vacina e 48% se informam sobre o tema por meio de redes sociais.

De acordo com Machado, as fake news estão adoecendo a população brasileira. O especialista fez uma série de recomendações à relatora da CPMI, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), para serem debatidas pelo colegiado. Entre elas, estão o debate sobre marcos sólidos e democráticos baseados na transparência e proteção da liberdade, a criação de meios legais de responsabilização das plataformas de mídia digital para que as correções feitas pelas comunidades científicas alcancem as pessoas afetadas pela desinformação e a informação à sociedade acerca de ações com vistas a coibir a divulgação de fake news.

A relatora perguntou ao expositor se já foram identificados os principais grupos antivacinação no Brasil e lamentou o enorme impacto negativo que a desinformação acarreta nas campanhas de vacinação. “O que impacta negativamente na saúde do povo brasileiro. Precisamos pensar em uma recomendação mais específica para as plataformas direcionada para a área de saúde”, disse.

Para Machado, a ampliação do repertório disponível no meio digital sobre a importância e eficácia da vacinação é essencial; “Temos que ter o mesmo empenho que os antivacinistas têm. Eles fazem da não vacinação uma causa.” O representante da SBIm destacou ainda a necessidade de ampliar parcerias de mobilização social, com a participação de todos os agentes públicos, principalmente os agentes comunitários que estão próximos da população, além de campanhas de conscientização sobre fake news. “Hoje, no Brasil, 62% da população não sabe reconhece uma notícia falsa”, contou. De acordo com ele, a desinformação é compartilhada seis vezes mais rápido do que a verdade.

A baixa taxa de vacinação em doenças consideradas já erradicas no Brasil chama a atenção da SBIm. Segundo Machado, pessoas pensam não ser mais necessário vacinar contra estas doenças, mas é justamente a vacinação que impede que eles voltem. “A vacinas sofrem pelo seu próprio êxito. Vão desaparecendo e os pais não vacinam achando que estão livres da circulação da doença”, explicou. Lídice acrescentou o exemplo do Sarampo, considerado erradicado, mas que voltou a circular pelo País.

 

Andrea Leal
 
     
 
     
 
       
 
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