20/05/2020
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Socialistas demonstram preocupação com política ambiental e pedem mais atenção ao setor

Dinho Souto   
 

Os deputados socialistas Rodrigo Agostinho (SP), coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, e Camilo Capiberibe (AP) demonstraram sua preocupação com a política de desmonte do meio ambiente implantada pelo Governo de Jair Bolsonaro. Os dois se manifestaram por meio de debate realizado no Facebook pela Frente Parlamentar Ambientalista, que discutiu o assunto, nesta quarta-feira (20). 
 
Focado justamente no desmonte ocorrido desde o início do Governo Bolsonaro na fiscalização ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), o debate reuniu especialistas dos órgãos e do setor. 
 
Ao relatar a história do Ibama, Rodrigo Agostinho lamentou a situação de desmonte das estruturas não só desse órgão, como também do ICMBio. De acordo com o deputado, a fragilização das instituições ocorria, em um primeiro momento, no âmbito Federal, mas agora, diante da crise, o mesmo ocorre nos estados e municípios. “É uma corrida crescente para a militarização dessas instâncias. O problema não é ter militares ajudando na fiscalização, mas na verdade, são pessoas que não têm conhecimento de área tomando conta da fiscalização de uma maneira desorganizada”, esclareceu. 
 
Outro ponto abordado pelo parlamentar diz respeito a estrutura de multas das instituições, que segundo ele, é “arrebentada” desde o início desse Governo. Ele explicou que toda a logística criada nas câmaras de conciliação não acontecem, que já havia um volume de multas que prescreviam e o que ocorre hoje é simplesmente uma paralisação completa. “Nós temos uma legislação que precisa ser cumprida, temos um patrimônio ambiental protegido pela Constituição que precisa ser levado em conta”, disse. 
 
No entanto, mesmo diante de toda essa situação, o Brasil insiste em discutir a questão fundiária. Ele ressaltou que dados atuais apontam que 11 milhões de hectares foram grilados, só de terras públicas, em grilagens recentes. “Ou seja, existe um processo de ocupação das terras públicas na Amazônia assustador, e isso é irreversível. Estamos perdendo um patrimônio assustador e deveríamos trabalhar na implementação do Código Florestal, na implementação dessas unidades que foram criadas ao longo dos últimos anos e na implementação de uma política ambiental séria e coerente”, afirmou. 
 
Camilo Capiberibe reforçou a preocupação com a falta de implementação de uma política ambiental séria. Para ele, na realidade, o Governo Federal tem um projeto predatório, de destruição e ocupação da Amazônia, e não de desenvolvimento. “O projeto, realmente, é de destruição, conversão da floresta em pasto e em grande agricultura”, alertou. 
 
O socialista também chamou atenção para a questão do Projeto de Lei que pode regularizar a grilagem de terras. Ele reforçou que é preciso criar uma grande frente de luta para que proposta não seja aprovada e prejudique ainda mais a região Amazônica.     

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
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