02/06/2020
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Líder do PSB, Alessandro Molon, debate sobre os rumos da educação no Brasil

   
 

O líder do PSB na Câmara, Alessandro Molon (RJ), realizou uma live em seu Instagram nesta terça-feira (2), para debater com a presidente-executiva da organização Todos Pela Educação, Priscila Cruz, a situação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em tempos de pandemia e quais caminhos a educação deve seguir. 
 
O Todos Pela Educação é uma organização sem fins lucrativos, com atuação suprapartidária e independente e que tem como missão contribuir para melhorar a educação básica no Brasil. 
 
Priscila fez um balanço sobre a situação difícil que a educação enfrenta no momento e quais são os desafios do setor. Para ela, o momento é complicado não só pela situação das limitações causadas em decorrência do coronavírus, mas também pela crise que já acontecia na educação e que se aprofunda nesse período. Apesar dessa situação crítica, ela valorizou a atuação dos professores do País, que fazem um grande trabalho para levar conteúdo aos seus alunos. A especialista também disse que, pelo caráter inesperado dessa pandemia, é difícil medir em termos de resultado o efeito de todos esses acontecimentos que afetam a educação mundial, mas dá para garantir que o impacto pode ser enorme. É motivo de ainda mais preocupação porque a educação teve avanços quando, em 10 anos, de 2007 a 2017 precisamente, houve aumento de 28% para 60% de aprendizagem adequada em língua portuguesa entre as crianças. 
 
No entanto, a pandemia e omissão do Governo Federal são dois grandes entraves e vetores de atraso para a educação brasileira. Além disso, ela reconheceu que Estados e municípios, junto com os professores, têm feito um esforço muito grande, mas também estão aprofundando a desigualdade. “As redes que eram já bem geridas atravessaram e estão atravessando melhor essa pandemia. As redes que já não tinham uma boa gestão estão com muito mais dificuldades e os seus alunos, por consequência, são mais afetados”, disse. 
 
Molon destacou que a desigualdade é um dos fatores que mais prejudica o País em diversos aspectos, não só na educação. De acordo com o socialista, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reforça essa tese ao apontar que o maior entrave para o crescimento brasileiro é a desigualdade. “A saída mais eficaz e definitiva para a redução das desigualdades é a educação”, afirmou. 
 
O líder socialista também criticou a falta de ações do governo para melhorar a situação da educação, o que agrava ainda mais a desigualdade no País, pois quem tem mais recursos financeiros consegue ter aula, e quem não tem, fica ainda mais pra trás. “Aquilo que era ruim está se tornando pior. A desigualdade está se agravando.”
 
Mais um motivo de preocupação para o parlamentar, é a falta de informações sobre a situação da educação. Ainda assim, o Governo resistiu em adiar o Enem, e quando o fez, fez de forma insuficiente, sem os dados necessários. “Não dá para decidir agora quando é que se tem o Enem sem saber como qual é a situação dos Estados. Tá tudo feito sem informação nenhuma e não se faz política pública sem dados”, criticou.

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
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