03/06/2020
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Na semana do Meio Ambiente, socialistas defendem a preservação da natureza

   
 

O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado anualmente em 5 de junho. Diversas ações são realizadas ao longo da semana em que se comemora a data, com o objetivo de chamar a atenção das autoridades e da sociedade para a importância de se preservar a natureza. Neste sentido, a Frente Parlamentar Ambientalista realizou, nesta quarta-feira (3), em conjunto com o River Games Festival, uma live para discutir as questões relacionadas ao setor. 
 
Em referência ao isolamento social causado pela pandemia do coronavírus, o tema do debate foi O Lockdown Ambiental do Brasil e contou com a presença dos deputados socialistas Rodrigo Agostinho (SP), coordenador da Frente e presidente da Comissão de Meio Ambiente, e Alessandro Molon (RJ), líder do PSB na Câmara e que também já coordenou o grupo ambiental. 
 
Agostinho ressaltou que todos os anos esta semana é utilizada para a reflexão dos rumos a serem seguidos pelo setor e que este ano, especialmente, é impressionante ter que lutar contra o próprio ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ele reconheceu que em outros momentos a taxa de desmatamento no Brasil também foi alta, mas sabia, pelo menos, da existência de um trabalho para tentar controlar essa situação.  
 
Atualmente, de acordo com o parlamentar, são 1,2 milhão de hectares de área desmatada em 12 meses, a maior parte na Amazônia, e com 99% dos casos considerados ilegais. Em segundo lugar vem o Cerrado, também desmatado em grande intensidade. Com relação a Mata Atlântica, são 15 mil hectares desmatados.  Junta-se a tudo isso os problemas com as instâncias de participação de controle social, onde a maior parte das comissões deixaram de existir e o próprio Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) foi praticamente inutilizado. 
 
No entanto, Agostinho ainda vê motivos para comemorar, devido a união entre a sociedade civil, os movimento sociais e as ONGs. “O que a gente quer é preservar a nossa biodiversidade, resolver nossos problemas ambientais, poder evoluir do ponto de vista civilizatório”, disse.
 
Molon também reconheceu que não tem sido uma luta fácil, ainda mais diante de um governo que prometeu fazer do meio ambiente uma espécie de inimigo, como se a natureza fosse um entrave. Para o líder socialista, essa visão é a mais atrasada de todas, que países do mundo desenvolvido, inclusive, já deixaram para trás há 40 ou 50 anos. “Mas aqui a gente tem uma espécie de volta ao passado, um governo que tá colocando em risco as coisas mais básicas”, lamentou. 
 
O deputado reforçou que, graças a força da sociedade civil, do apoio de artistas e intelectuais existe a resistência que possibilita segurar “trator na unha”, ao se referir ao maquinário pesado utilizado para devastação da natureza. Ele apontou que devido a essa mobilização, o Parlamento conseguiu impedir, por exemplo, a aprovação da Medida Provisória 910, que beneficiava a grilagem de terras, e outros retrocessos. “Nós estamos mais unidos do que nunca. E eu aposto que a gente vai conseguir muitas vitórias ainda, seja para impedir retrocessos, seja para conquistas alguns avanços”, afirmou. 

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
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