18/06/2020
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Deputados socialistas celebram saída do ministro da Educação, Abraham Weintraub

Cleia Viana/Câmara dos Deputados   
 

Deputados socialistas comemoram a saída do ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciada nesta quinta-feira (18). Antes de deixar o cargo, o agora ex-ministro realizou uma última ação polêmica ao revogar a Portaria de cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação. Weintraub deixa a Pasta, mas o futuro da Educação no País ainda é motivo de grande preocupação por parte dos parlamentares do PSB.

Para o líder do PSB na Câmara, Alessandro Molon (RJ), a saída de Weintraub do Ministério da Educação (MEC) é uma chance de respiro para a educação brasileira. “Em todo esse tempo à frente do MEC, ele não deixou nada de positivo para o Brasil. É um legado de destruição”, acrescentou.

O deputado Danilo Cabral (PE), atuante na área e ex-presidente da Comissão de Educação da Câmara, afirmou que Weintraub foi o pior ministro da Educação que o Brasil já teve. "Ele certamente vai direto para o lixo da história. Depois de 18 meses, esperamos que o Governo Bolsonaro comece, a partir de agora, a tratar com respeito a educação brasileira", ressaltou. Elias Vaz (GO) também avaliou Weintraub como o pior ministro da educação e vai ficar marcado na história do País. “Ele sempre demonstrou ódio pelas universidades e professores”, lamentou.

O deputado Camilo Capiberibe (AP) alertou que “caiu Abraham Weintraub, mas o desmonte e os ataques à educação brasileira vão nos perseguir por muito tempo”.

Para o deputado João Campos (PE), é preciso focar nos desafios que vêm pela frente. “O terceiro ministro da Educação de Bolsonaro promete ser uma triste extensão da era de Velez e Weintraub. Fica claro que Bolsonaro não quer um MEC que trabalhe por um ensino de qualidade, mas para impor sua ideologia pessoal na educação brasileira."

Neste sentido, Felipe Rigoni (ES) ressaltou que a Educação deve ser prioridade, com a contínua luta contra a ineficácia do ensino. "Que a saída do ministro reabra uma janela de diálogo com a razão e dê fim à guerra ideológica sem sentido."

Segundo o deputado Aliel Machado (PR), a saída de quem chamou de “ativista político que brincava de ser ministro” era necessária. “Talvez seja para desviar o foco e também porque o Governo agora quer agradar o STF. Em todo caso, saída mais que necessária!". Bira do Pindaré (MA) lembrou da perseguição do ex-ministro às universidades federais, professores, pesquisadores e estudantes. "Fez do MEC uma balbúrdia. Leve seu ódio junto”, reforçou. 

Em referência a revogação da portaria sobre cotas, o deputado Rafael Motta (RN) afirmou que Weintraub sai reafirmando a involução que foi sua gestão à frente da Pasta.

Ao longo de sua trajetória à frente do Ministério da Educação, desde abril de 2019, Weintraub acumulou diversas ações polêmicas, entre elas a acusação de que as universidades federais servem para plantar maconha e produzir drogas sintéticas; o corte em bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado; a troca de gabaritos na segunda fase do Enem em 2019; e a tentativa de manter as provas do Enem mesmo diante da pandemia do novo coronavírus, com diversos estudantes sem acesso à internet.

O ex-ministro ainda é alvo de inquérito no STF relativo às Fake News, que investiga ameaças e ofensas disparadas contra integrantes da Corte e seus familiares. Weintraub afirmou em reunião com Bolsonaro, em abril, que colocaria "todos esses vagabundos na cadeia, a começar pelo STF”. Na última semana ele ainda participou de manifestação em Brasília com apoiadores bolsonaristas e voltou a chamar os integrantes do STF de vagabundos.

Andrea Leal e Tatyana Vendramini
 
     
 
     
 
       
 
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