24/06/2020
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Frente Ambientalista debate Retomada Verde no período pós-pandemia

   
 

O tema do debate virtual realizado nesta quarta-feira (24) pela Frente Parlamentar Ambientalista foi o Green Recovery, ou Retomada Verde, conceito de transição para um novo modelo socioeconômico que seja mais justo, sustentável e inclusivo. O debate se faz ainda mais importante por causa da crise gerada pela pandemia do Covid-19, que pode utilizar esse momento para realizar a transição para esse novo modelo.  
 
Coordenador da Frente, o deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP) comentou sobre as perspectivas para o período pós-pandemia, se a humanidade continuará a viver da mesma maneira, explorando descontroladamente os recursos naturais causados pelo consumismo desenfreado. “Esse movimento está crescendo no mundo inteiro, que quer algo diferente. E o Brasil pode dar boas lições”, completou. 
 
Para ele é preciso olhar para um futuro e que ele seja transformador, pois não dá para a humanidade continuar no mundo consumindo os recursos do planeta com tanta velocidade. “Nós vamos precisar avançar. Que a gente consiga fazer um pós-pandemia mais sustentável”, afirmou. 
 
Sobre os aspectos econômicos da Retomada Verde no período pós-pandemia, a economista Celina Ramalho explicou que, dentro do meio ambiente existe um ciclo econômico em que as empresas, as famílias e o governo interagem. De acordo com ela, é preciso ter a noção de que essa integração envolve a Biosfera para que se tenha o resultado de bens e serviços destinados à humanidade.  “Esse ciclo também deve ser ecológico. Tanto os fatores de produção e processo produtivo devem estar considerados de forma sustentável no ciclo econômico. Essa é a grande relevância de economia do meio ambiente no sentido da preservação”, explicou. 
 
Um dos aspectos mais importantes apontado pelo sociólogo Ricardo Abramovay, da Universidade de São Paulo, é que o Green Recovery direciona para a inovação e não simplesmente para a ideia de cuidar do meio ambiente. “O Green New Deal tá sinalizando para os atores econômicos quais são as inovações das quais a sociedade mais precisa. Elas são inovações que se referem a maneira como nós organizamos a mobilidade, a cidade, a alimentação e a energia”, disse. 
 
Para Agostinho, é claro que o momento é desafiador e que a humanidade precisa mudar seus padrões de consumo e de produção se quiser continuar a existir dentro de um processo civilizatório. “Nós não podemos continuar ocupando os territórios do planeta de forma desenfreada como estamos. Nós consumimos, hoje, os recursos em uma velocidade muito maior do que a Terra tem de capacidade de força”, alertou. 
 

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
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