30/06/2020
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Socialistas lamentam sucessivas escolhas desastrosas para o comando do MEC

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A educação brasileira amargou, nos útlimos dias, mais um episódio desastroso e lamentável encabeçado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. Após a repercussão de informações falsas a respeito de sua formação profissional, Carlos Alberto Decotelli, nomeado ministro da Educação na última quinta-feira, entregou o cargo, nesta terça-feira (30), antes mesmo de ser empossado oficialmente. Parlamentares socialistas lamentaram mais esse cenário que envolve uma área tão sensível para o País. 
 
Para o líder do PSB na Câmara, Alessandro Molon (RJ), essa foi mais uma demonstração de como é o atual governo. "Sem seriedade, sem planos para o Brasil. E assim vamos para o quarto ministro da Educação em 18 meses", lamentou. 
 
Coordenador da Comissão Externa de Acompanhamento dos Trabalhos do Ministério da Educação (MEC), João Campos (PSB-PE) classificou como desastroso, sem priorização e sem visão de futuro o que acontece com o Ministério da Educação. "O MEC vive uma sangria desatada em meio a entradas e saídas de ministros. Não há tempo a perder, mas, infelizmente, a Pasta permanece sem comando."
 
Bastante atuante na área e ex-presidente da Comissão de Educação da Câmara, o deputado Danilo Cabral (PE) destacou o caminho contrário seguido pelo Brasil para passar por esse período difícil. "No momento que o mundo faz da educação uma prioridade para sair da crise, Brasil é submetido a constrangimentos pelo descaso com que Bolsonaro trata a ciência e o conhecimento."
 
No dia 18 de junho, ao comemorarem a saída do então ministro Abraham Weintraub, que em sua gestão acumulou diversas ações polêmicas, os deputados socialistas já haviam alertado para o que poderia vir. Em suas falas, ficou clara a preocupação com a gestão do MEC e, consequentemente, com o futuro da educação brasileira. 
 
"É lamentável que a educação seja objeto de tamanho descuido", destacou o deputado Tadeu Alencar (PSB-PE). Para ele, no País de Paulo Freire e de Cristovam Buarque, essa sucessão de trapalhadas só dá a medida do desprezo de Bolsonaro pela educação.
 
O deputado Rafael Motta (PSB-RN) enfatizou que é preciso ter seriedade e responsabilidade com a gestão pública e que não dá mais para levar o Brasil na brincadeira. “Na saúde, nega-se a ciência. Na educação, desrespeita-se a academia. Muito significativo”, destacou.
 
Gervásio Maia (PSB-PB) e Bira do Pindaré (PSB-MA) também criticaram as revelações de falsidades no currículo de Decotelli. "O governo Bolsonaro é um completo desastre. Sem ministro, sem estratégia, sem planejamento e sem rumo", afirmou Gervásio. "Um fugiu, outro nem assumiu. Um não sabia escrever, outro doutor não pode ser. E assim caminha o desgoverno do Brasil", ironizou Bira. 
 
"Definitivamente, o problema está em quem escolhe o comando da Pasta", alertou o socialsita Denis Bezerra (PSB-CE) ao lembrar que a saída dos três últimos ministros se deu após polêmicas de diversas naturezas. 
 
Já Camilo Capiberipe (PSB-AP) afirmou que a imprensa e formadores de opinião levaram  o que ele chamou de 'um drible da vaca'. "Sem fazer apuração nenhuma, como ficou mais do que evidente, estavam festejando a indicação de Decotelli para o MEC pelo fato de ele ser "um doce". Triste constatar o quanto caíram as expectativas do nosso stablishment", finalizou. 

Tatyana Vendramini
 
     
 
     
 
       
 
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