21/07/2020
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No lançamento da Frente da Renda Básica, socialistas defendem redução das desigualdades no Brasil

Chico Ferreira   
 

A Câmara dos Deputados lançou, nesta terça-feira (21), a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Renda Básica. O grupo será presidido pelo deputado socialista João H. Campos (PE) e terá como coordenador de Responsabilidade Fiscal o também socialista Felipe Rigoni (ES). 
 
São 217 parlamentares no colegiado, de 23 dos 24 partidos na Casa, representando todos os Estados brasileiros. De acordo com o presidente, João H. Campos, a Frente será uma plataforma para discutir alternativas para aumentar a transferência de renda no Brasil. Também é um dos objetivos do grupo a criação de um programa assistencial de longa duração para ajudar a população a superar os efeitos da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. 
 
De acordo com o socialista, o Brasil é o segundo país mais desigual do mundo, onde 1% dos mais ricos concentram mais de 28% da renda. Além disso, 30% da população vive com menos de meio salário mínimo, e, nos dias de hoje, cerca de 120 milhões de brasileiros recebem o auxílio-emergencial de R$ 600 aprovado pelo Parlamento. Para Campos, o debate não deve ser apenas até quando vai ser pago o auxílio, porque se ele acabar de maneira abrupta, daqui dois ou quatro meses, serão aproximadamente 80 milhões de brasileiros sem fonte de renda formal. São os 120 milhões menos os 40 milhões que estão no Bolsa Família. 
 
O deputado reconheceu que existe um grande desafio pela frente, por causa da intensa polarização política no País e pelo Governo Federal, que não ajuda a buscar a solução. “Precisamos encontrar as soluções. O povo não aguenta mais esperar. Não dá mais para jogar para o futuro as decisões que nós devemos tomar no presente para poder, sim, construir um futuro melhor”, disse. 
 
Segundo Felipe Rigoni, o lançamento da Frente é importante no sentido de se construir uma sociedade onde tenha condições mínimas para uma vida digna para todas as pessoas e posteriormente, igualdade e oportunidade. No entanto, essas condições mínimas não existem no Brasil e, com a pandemia, todos estão percebendo que as desigualdades se acentuaram ainda mais. “A gente conseguir estabelecer uma renda básica para aqueles que mais precisam, que consiga suprir as necessidades básicas das pessoas, será de extrema importância, não só para uma vida digna para todos, mas também economicamente”, explicou. 
 
O líder do PSB, Alessandro Molon, também reforçou que a pandemia agravou o que já existia de ruim no Brasil. Para ele, a desigualdade no País está no centro do debate proposto pela Frente Parlamentar da Renda Básica. O líder socialista defendeu que a renda básica é uma garantia da dignidade da pessoa humana. “A renda básica é um passo decisivo no processo civilizatório. A garantia de uma proteção social mínima, em uma sociedade cada vez mais complexa é também fundamental, elemento de solidariedade, que coloca todos como herdeiros de um patrimônio comum”, afirmou. 
 
O deputado Bira do Pindaré (PSB-MA) criticou o fato de uma tragédia acontecer para que uma parcela considerável da sociedade compreendesse a importância de ter programas de renda mínima. “Foi preciso uma tragédia que já levou à morte mais de 80 mil brasileiros e brasileiras. É uma situação crítica que a gente atravessa em nosso país e, com o auxílio-emergencial, ficou absolutamente comprovado a necessidade de que a gente tenha políticas que enfrentam desigualdades, que é o nosso principal problema.”

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
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