28/07/2020
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Rodrigo Agostinho cobra mais investimentos para a Política Nacional de Resíduos Sólidos

   
 

O deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP) participou, nesta terça-feira (28), de debate virtual sobre os caminhos para a implementação efetiva da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) nos próximos dez anos. O evento foi realizado por iniciativa da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional, coordenada pelo socialista, e pela Frente Parlamentar Ambientalista pela Defesa das Águas e do Saneamento do Estado de São Paulo. 
 
Para Agostinho, a PNRS é falha do ponto de vista estratégico de como financiá-la, o que é um problema não só para os municípios, mas também para o setor empresarial. Como exemplo, ele citou a implementação de uma política de logística reversa, mas que não tem financiamento para o setor realizar o serviço. “Sem financiamento, sem segurança financeira, o empresário não vai colocar dinheiro em risco, mesmo sendo uma obrigação extremamente importante”, disse.
 
Já os municípios têm dificuldade de financiar educação, saúde e transporte, como resultado, o tratamento de resíduos fica por último. De acordo com o deputado, no Brasil, acabaram simplificando demais a questão de resíduos e apostaram em uma única solução, todo mundo trabalhar na perspectiva de ter o seu próprio aterro sanitário. “É um grande equívoco. Não adianta pegar todo o lixo que estava no lixão e jogar dentro de um lugar fechado. Precisamos investir muito na área de reciclagem. Investir, também, em mudança de comportamento, em educação ambiental”, explicou.
 
Agostinho foi enfático na questão de investimento para a mudança de comportamento. Segundo o socialista, é preciso mudar o comportamento das pessoas, investir em educação ambiental, mas em algo que seja mais do que meramente a informação de quando vai passar o caminhão da coleta seletiva. “Precisamos de educação ambiental transformadora que mude o comportamento das pessoas”, afirmou. 
 
Com relação ao financiamento, o parlamentar explicou que o grande problema é que muitos municípios fizeram seu plano de resíduos com base em planos de outras cidades, sem discutir necessariamente alternativas possíveis e viáveis para cada realidade. Atualmente, os grandes centros discutem soluções como a incineração, com o nome de aproveitamento energético. “A incineração é aceitável em situações muito reduzidas. Não é algo que deve ser utilizado como uma solução ampla pro problema”, criticou. 
 
Para o socialista, é preciso que se crie políticas claras de apoio ao setor. Apesar de ter uma política que de certa forma se consolidou, o deputado considera que o Brasil ainda tem muito a crescer nesse aspecto. “Precisamos de um financiamento, uma política pública do Governo Federal e do governo dos Estados, junto com os municípios. Município não quer ter lixão. Mas se tiver que escolher entre resolver o problema do lixo e botar mais dinheiro na educação, ele vai colocar mais dinheiro na educação.” 

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
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