04/09/2020
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Em live, socialistas afirmam que lutarão para a manutenção do valor do auxilio emergencial

   
 

O Governo Federal apresentou, na quinta-feira (3), a Medida Provisória (MP) 1000/20, que reduz o valor do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300 nos próximos quatro meses. Contrários a essa redução, os deputados socialistas Camilo Capiberibe (AP) e Aliel Machado (PR) realizaram, nesta sexta-feira (4), live para debater o assunto e discutir quais as medidas e iniciativas o Congresso pode tomar para que o auxílio permaneça no valor de R$ 600. 
 
Camilo, inclusive, apresentou emenda à MP para manter o auxílio no valor inicial aprovado pelo Congresso Nacional e para que esse pagamento seja estendido até o mês de dezembro. Vale lembrar que outro socialista, o deputado Elias Vaz (GO), também apresentou emenda no mesmo sentido. 
 
De acordo com Camilo, o auxílio emergencial gerou grande impacto na economia do Amapá. São 138 mil domicílios recebendo o auxílio, 67 % dos lares, onde pelo menos uma pessoa recebe o benefício. Além do valor financeiro que entra no Estado, R$ 85 milhões. “Nessas cinco parcelas de R$ 600, são R$ 425 milhões. É quase meio bilhão que faz a economia se sustentar graças à essa iniciativa, que foi da Câmara dos Deputados”, disse.
 
O socialista lembrou que o deputado Aliel Machado apresentou emenda, ainda em julho, para que o valor do auxílio emergencial fosse de R$ 600 até dezembro. No entanto, essa iniciativa não foi aprovada na Câmara. 
 
Aliel explicou que apresentou a emenda ao Projeto de Lei n° 2.801 e levou em consideração a gravidade da crise de saúde pública, a necessidade do isolamento, a ocupação dos leitos de UTI, o aumento no número de desempregados e a situação grave das pessoas que trabalham de maneira autônoma. “A Câmara usou a justificativa de que a emenda não teria vínculo com o projeto votado. Se tratamos do tema auxílio emergencial, mudando uma regra dentro da lei específica, é correto uma alteração que tratasse do período”, explicou. Ele também criticou a postura do Governo, que não precisa cumprir a meta fiscal em 2020 por causa do coronavírus, mas ainda assim não cumpre com as obrigações com a população. O socialista também citou exemplos de outros países que estão gastando suas riquezas para proteger a saúde das pessoas e salvar suas vidas. “Não há o que se falar de que não tem dinheiro. O Governo Federal tem autorização para não cumprir a meta fiscal.”
 
Para Aliel, hoje é possível perceber o prejuízo que a rejeição da sua emenda causou para quem precisa do auxílio. Além disso, ele lembrou que, contraditoriamente, o Governo reduz o valor do auxilio emergencial, mas oferece suporte a diversos outros setores, como os bancos. “O prejuízo para as mães solteiras não é de R$ 300, mas de R$ 600. Isso é um ataque do Governo sem precedentes. Por isso nós estamos brigando muito para a continuidade desse valor e do auxílio que é tão importante, não só para quem recebe, mas para o desenvolvimento econômico de cada cidade”, declarou. 

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
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