10/09/2020
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Deputado Rodrigo Agostinho aponta medidas necessárias para o combate à corrupção

   
 

A Frente Parlamentar Mista Ética contra a Corrupção realizou evento nesta quinta-feira (10) para apresentar ações e projetos de lei para aprimorar o combate à corrupção. Alguns dos projetos apresentados são de autoria do deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), que visam melhorar a Lei de Improbidade Administrativa para dar mais celeridade ao processamento de ações administrativas. 
 
Em meio às discussões de combate à corrupção, Agostinho afirmou que é preciso priorizar o projeto do fim do foro privilegiado, uma “ferida” aberta dentro da Câmara. Ele também citou o projeto da prisão em segunda instância. “Esses dois temas precisam ser a prioridade nossa na Casa. Não dá pra gente tolerar que essas duas matérias relevantes não sejam pautadas”, declarou. 
 
De maneira geral, o parlamentar apontou a corrupção como um câncer dentro do País, com problemas relacionados, inclusive, à formação histórica. No caso do combate à corrupção, Agostinho disse que o Brasil precisa de estruturas mais sólidas, permanentes e que o Poder Judiciário funcione na velocidade necessária para dar as respostas que a sociedade precisa. “Nós temos um histórico de impunidade muito grande. Vimos a quantidade de casos que a Operação Lava-Jato escancarou nos últimos anos, e em boa parte desses casos os envolvidos já estão em casa”, criticou. 
 
Segundo o socialista, a ideia das 70 medidas contra a corrupção surgiu para tentar diminuir as lacunas do nosso ordenamento jurídico. No entanto, ele criticou a falta de celeridade na apreciação dessas propostas, pois quase todas elas seguiram para a Comissão de Constituição e Justiça, mas não foram votadas. 
 
Sobre seus projetos, Rodrigo Agostinho destacou o PL nº 70/19, que tipifica a corrupção privada no País. De acordo com ele, não dá para aceitar o combate à corrupção apenas na área pública e não na área privada. “As duas coisas andam juntas. Se alguém é corrompido, é em benefício de outrem. Precisamos ampliar muito os programas de integridade, seja na iniciativa privada ou no setor público”, disse. 
 
Ele também destacou o PL n° 75/19, que restringe o uso do dinheiro em espécie, que vai na contramão da decisão do Banco Central de lançar a nova moeda de R$ 200. “Precisamos restringir o uso do dinheiro em espécie, isso precisa ser combatido”, afirmou. 
 
Por fim, o socialista disse que é preciso mobilizar a sociedade para que as coisas andem mais rápido, no que diz respeito do combate à corrupção. Para ele, essa é uma luta de todos, independente de ideologia e de partido. “O combate à corrupção é algo que precisa estar no cerne dessa Casa Legislativa. Não adianta a gente discutir temas importantes, relacionados ao controle de gastos públicos, se a gente tem um grande ralo de dinheiro público chamado corrupção. Nós não podemos aceitar, não podemos tolerar. A tolerância tem que ser zero.”
 

Moreno Nobre
 
     
 
     
 
       
 
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