Eduardo Bandeira de Mello participa da COP28, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos

O deputado federal Eduardo Bandeira de Mello (PSB-RJ) está na Conferência da ONU sobre o Clima (COP28), que acontece entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro, em Dubai nos Emirados Árabes Unidos. O evento é o principal foro global para discutir mudanças climáticas.

No domingo (3), o deputado esteve no painel promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) que abordou os esforços para a descarbonização do Brasil. Bandeira palestrou no Pavilhão Parlamentar no painel que abordava o papel dos parlamentares no combate às mudanças climáticas.

Os dois temas são pautas frequentes do mandado de Bandeira de Mello. “Foi uma ótima oportunidade para debater a importância da inovação, de investimentos em tecnologias limpas, da cooperação internacional e da regulação para impulsionar a descarbonizarão do país e atrair investimentos verdes voltados ao financiamento de projetos de sustentabilidade, visando ganhos ambientais e de produtividade”, afirmou o parlamentar.

Biogás:
Na semana verde, que antecedeu a COP28, a Câmara dos Deputados promoveu a chamada pauta verde, com projetos de voltados ao meio ambiente e sustentabilidade em pauta. O plenário aprovou a emenda de Bandeira de Mello ao PATEN (Programa de Aceleração da Transição Energética) para incluir o biogás como uma das fontes renováveis para a geração de energia elétrica.

O biogás é um combustível renovável gerado pela decomposição anaeróbia de matéria orgânica contida em resíduos orgânicos agroindustriais, do setor sucroenergético, da cadeia de proteína animal e do saneamento e é composto principalmente por metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2). O biogás pode ser convertido em energia elétrica, energia térmica e em combustível para uso veicular ou como insumo para indústrias diversas.

O aproveitamento do biogás e do biometano é a alternativa madura mais competitiva de alcançar os compromissos climáticos nos setores de maior dificuldade de descarboização: agronegócio, indústria e transportes.

No campo, através dos resíduos do agronegócio, é capaz de prover energia elétrica não intermitente, biocombustível e digestato (biofertilizante que recupera solos degradados e reduz custos com fertilizantes químicos).

Na indústria é fonte de energia elétrica e calor para atender os processos produtivos em substituição a combustíveis fósseis tornando a produção verde e sustentável. Na cadeia logística, o biogás e biometano juntamente com outros biocombustíveis são as melhores alternativas para descarbonizar o setor de transporte de cargas médias e pesadas além do transporte a longas distâncias como a indústria de aviação civil e transporte marítimo.

De acordo com levantamento da ABiogás, os resíduos gerados atualmente poderiam ser convertidos em plantas de biogás para geração de energia elétrica com 19 GW de capacidade instalada, equivalente à uma usina maior que a hidrelétrica Itaipu. No entanto, atualmente existem apenas 493 plantas de biogás em operação, com potência total instalada de 352 MW. O que significa que apenas 2% do potencial do biogás está sendo aproveitado.