PSB obstrui a votação da PEC Emergencial até que o auxílio emergencial de R$ 600 seja restabelecido

O líder do PSB na Câmara, Danilo Cabral (PE), anunciou, nesta terça-feira (9), que o Partido está em obstrução na votação da PEC Emergencial até que o auxílio emergencial seja restabelecido em R$ 600 e que seja retirado do texto o conjunto de medidas duras que retiram recursos de setores estratégicos do Brasil. O texto, aprovado no Senado e em votação na Câmara, prevê o valor de apenas R$ 250 para o auxílio emergencial e tem medidas como a desvinculação de receitas de fundos constitucionais que ajudam no combate às drogas, no investimento da segurança pública e no desenvolvimento da ciência e tecnologia no país.


Para Danilo, o governo faz chantagem ao condicionar a liberação do auxílio emergencial ao ajuste fiscal. “Não podemos aceitar. Sabemos da importância e da urgência que é a aprovação do auxílio, mas precisamos nos mobilizar para aprovar o mesmo valor que conseguimos no ano passado. O ajuste fiscal é necessário, mas não deve ser pago pela classe trabalhadora e deve ser votado no rito ordinário, na reforma tributária”, acrescentou.


O parlamentar lembrou ainda que, no ano passado, o governo defendeu o auxílio de R$ 200, mas com a pressão e atuação da oposição, o Congresso aprovou os R$ 600. “A obstrução afirma o nosso compromisso com a proteção social. Em janeiro foi a última parcela do benefício para 70 milhões de brasileiros e desde o ano passado a crise se aprofundou, a saúde e economia pioraram, o PIB caiu para menos 4% e o número de vulneráveis aumentou. E, ao invés do governo pensar em aumentar a proteção social, ele quer diminuir. Só um botijão de gás está valendo R$ 100, ou seja, o auxílio paga apenas 2 botijões e meio. É isso que o governo está propondo e não aceitamos”, lamentou.


O Brasil enfrenta o agravamento da crise sanitária com o aumento desenfreado de casos e mortes pela Covid-19. Até o momento morreram 266 mil brasileiros e a média de mortes diárias chega a 1.500. “Estamos enfrentando a mais grave crise da história do nosso país. Crise de natureza econômica, social e política somadas a profunda crise sanitária. Precisamos dar respostas a sociedade brasileira e precisamos apontar caminhos que garantam proteção social da vida. Auxílio emergencial, aceleração das vacinas e garantia de recursos para financiar acesso as UTI, são pontos prioritários.”